O Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu reabrir uma investigação contra o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro por suspeitas de ‘rachadinha’ durante seu mandato na Câmara Municipal. O caso, anteriormente arquivado pelo MP em 2024, foi reaberto após parecer da Procuradoria-Geral de Justiça apontar a necessidade de prosseguimento das investigações. Em fevereiro, o subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária rejeitou o arquivamento, considerando a medida prematura e enviou o processo para análise pela Promotoria de Investigação Penal Especializada.
A decisão de solicitar novas investigações na 1ª Instância judicial levou em consideração a ‘inexistência de prerrogativa de foro em razão do cargo de vereador’. A denúncia aponta para um esquema de corrupção no gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2005 e 2021, envolvendo a prática da ‘rachadinha’, que consiste em desviar parte dos salários de funcionários. Segundo o MP, o esquema resultou em desvios de R$ 1,7 milhão, com participação de Carlos, sua ex-madrasta e o chefe de gabinete.
Em dezembro de 2025, Carlos renunciou ao cargo na Câmara do Rio para concorrer ao Senado por Santa Catarina, após sete mandatos consecutivos como vereador. Segundo a GloboNews, a Procuradoria-Geral de Justiça considerou que o arquivamento da ação em 2024 desconsiderou provas reunidas contra o ex-vereador, alegando falta de indícios suficientes na época. As investigações apontam a continuidade do caso de ‘rachadinha’, com envolvimento de diversos funcionários do gabinete de Carlos, incluindo remessas de parte de seus salários ao chefe de gabinete, conforme apontado pelo MP.




