O Ministério Público do Ceará denunciou 109 torcedores presos após brigas de torcidas antes do Clássico-Rei, em Fortaleza. Homens são acusados de cometer lesão corporal de natureza grave, dano qualificado, associação criminosa, desobediência, corrupção de menores, tumulto, e prática e incitação à violência.
O Ministério Público do Ceará denunciou 109 integrantes de torcidas organizadas do Ceará e do Fortaleza. Eles foram presos após as brigas registradas antes do Clássico-Rei, no último dia 8 de fevereiro, na capital cearense. O MPCE explicou que os envolvidos, que seguem presos, são acusados de cometer crimes que incluem lesão corporal de natureza grave, dano qualificado, associação criminosa, desobediência, corrupção de menores, além de tumulto, prática e incitação à violência.
As brigas resultaram em lesões corporais, dano ao transporte coletivo, desobediência a ordens legais, emprego de instrumentos para cometer atos de violência, além de participação e corrupção de adolescentes em prática criminosa. Segundo as denúncias, eles se estruturaram como associação criminosa para promover os tumultos. O MP do Ceará também pediu a manutenção das prisões.
Justiça liberou 89 torcedores presos após brigas durante Clássico-Rei, em Fortaleza. Um grupo de 89 torcedores foi liberado pela Justiça do Ceará. Eles estavam presos devido a brigas no Clássico-Rei que aconteceu na Arena Castelão no último dia 8 de fevereiro. Os torcedores foram soltos na segunda-feira (23), e a informação foi repassada pelo Tribunal de Justiça do estado nesta quarta (25).
Os presos durante os confrontos de torcidas passaram por audiências realizadas entre segunda (9) e terça-feira (10). Na ocasião, 231 adultos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Outros 15 foram liberados, desses, 12 estão sob medidas cautelares. No caso dos adolescentes apreendidos, o Tribunal de Justiça informou que dos 113 apreendidos, 97 foram liberados ainda na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e 16 foram apresentados à 5ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Fortaleza.
O Ministério Público também está investigando ameaças de uma facção criminosa proibindo brigas entre torcedores do Ceará e Fortaleza. Após a circulação de mensagens com ordens atribuídas a facção, os presidentes de duas das maiores torcidas organizadas dos clubes cearenses gravaram vídeos renunciando aos cargos. Nas mensagens que circulam nas redes sociais, a facção teria proibido as brigas entre torcedores, pois os conflitos “trazem problemas para a organização [o grupo criminoso] e sistema para dentro da quebrada” — em referência à presença de policiais que são acionados para as brigas.




