O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas por crimes em contratos com a Prefeitura de Sorocaba (SP) na área da saúde. Entre elas está o prefeito afastado Rodrigo Manga (Republicanos) e a esposa dele, Sirlange Frate Maganhato. A defesa do prefeito afastado disse que não irá comentar sobre o caso.
Os crimes foram apurados pela Polícia Federal na operação Copia e Cola, que investiga desvio de verbas em contratos para a administração de duas unidades de saúde do município. Os investigados foram denunciados por organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração de competição em licitação.
Na denúncia, a procuradora pede a decretação da perda do cargo do prefeito afastado e que ele seja impedido de se candidatar e ocupar cargos públicos por cinco anos.
Além do prefeito afastado e da primeira dama, os outros denunciados pelo MPF são: Josivaldo Batista de Souza, Simone Frate de Souza, Marco Silva Mott, Rafael Pinheiro do Carmo, Cláudio Cenci Guimarães, Fausto Bossolo, Vinícius Rodrigues, Paulo Korek, Anderson Luiz Santana, Sérgio Peralta e Zoraide Batista Maganhato.
A defesa de Rodrigo Manga e Sirlange Maganhato disse que não irá comentar o caso. Já os advogados de Paulo Korek informaram que respeitam o trabalho da PF e que demonstrarão a inocência dele.
A investigação que culminou na denúncia dos 13 investigados começou em maio de 2022 para apurar a contratação indevida da Aceni pela Prefeitura de Sorocaba (SP). O trabalho, conforme a polícia, relevou indícios de uma trama criminosa usada para dilapidar os cofres públicos, a partir do contrato emergencial da UPA do Éden e, depois, da então UPH da Zona Oeste (atual UPA da Zona Oeste). A Justiça mantém a condenação de empresários, ex-secretários e ex-servidor da Prefeitura de Sorocaba por propina e superfaturamento.
Essa é mais uma investigação que revela a necessidade de combater a corrupção e garantir a transparência nos contratos públicos. Os órgãos de controle estão atentos para coibir práticas ilegais que prejudicam a administração pública. É essencial que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam punidos de acordo com a lei, preservando a integridade das instituições e o bem-estar da população.




