O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou um procedimento para investigar um caso de um atendente de loja em Florianópolis que foi alvo de ofensas racistas por parte de uma cliente. O órgão está trabalhando para obter dados dos envolvidos e assim verificar a possibilidade de oferecer uma denúncia contra a mulher que proferiu tais declarações racistas. O incidente ocorreu na quarta-feira (28) e foi capturado pelas câmeras de segurança da loja, sendo que a Polícia Civil está investigando o caso pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital.
O funcionário agredido é Dennys Evangelista da Silva, de apenas 18 anos e que estava em seu primeiro emprego. Ele registrou um boletim de ocorrência, porém as tentativas de contato com a mulher que fez as ofensas se mostraram infrutíferas. O jovem afirmou que os comentários racistas o chocaram profundamente, só conseguindo processar o ocorrido quando chegou em casa e desabou em lágrimas, afirmando que foi muito doloroso ter que contar à mãe o que aconteceu.
O incidente se deu por volta das 9h50 de quarta-feira, quando a cliente entrou na loja localizada no bairro Cachoeira do Bom Jesus. Após solicitar informações ao atendente sobre outro local, a mulher não ficou satisfeita com a resposta dada por Dennys, iniciando os insultos racistas. Mesmo diante das tentativas do funcionário de explicar a situação, as ofensas continuaram, com a cliente proferindo comentários preconceituosos como “Nego quando não caga na entrada, caga na saída. Pelo amor de Deus. Por isso que eu não gosto de nego”.
Dennys relatou que a cliente se irritou porque o técnico responsável pelo serviço que ela necessitava não estava presente naquele momento, optando por explicar a situação e indicar outro estabelecimento. A atitude do jovem em tentar ajudar acabou resultando em insultos racistas por parte da cliente. O atendente, mesmo indicando outra loja para solucionar o problema da mulher, foi agredido verbalmente, o que o deixou em estado de choque, só conseguindo processar a situação mais tarde, longe do local de trabalho.
O MPSC está trabalhando para coletar o máximo de informações sobre o caso a fim de avaliar se cabe uma denúncia formal contra a agressora. A ofensa racial sofrida por Dennys não só teve impacto emocional imediato, mas também ressaltou a importância de combater atos de discriminação e preconceito na sociedade. É fundamental que casos como esse sejam tratados com seriedade e que haja consequências reais para os agressores, a fim de garantir um ambiente mais justo e igualitário para todos.




