MPSC tem 30 dias para analisar vídeos e celulares de investigados em SC: Caso Orelha

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Caso Orelha: MP tem 30 dias para analisar vídeos e celulares de investigados em SC

Material foi enviado pela Polícia Civil no fim de fevereiro. A análise inclui vídeos e dados dos celulares apreendidos.

Cão Orelha: laudo após exumação não identifica lesões na cabeça

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) criou um grupo de trabalho para analisar as novas diligências sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis. A informação foi confirmada à NSC TV nesta segunda-feira (2).

O material foi enviado pela Polícia Civil no fim de fevereiro. A equipe tem 30 dias para concluir a análise.

A análise inclui os vídeos enviados em 25 de fevereiro e os celulares apreendidos dos investigados. Os aparelhos foram recolhidos durante o cumprimento de mandados de busca e tiveram os dados extraídos pela Polícia Científica.

Os trabalhos devem ser conduzidos pelos mesmos promotores que já atuam no caso: a 10ª Promotoria de Justiça, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça, responsável pela área criminal.

POR QUE O MP SOLICITOU NOVAS DILIGÊNCIAS À POLÍCIA CIVIL

Um mês depois da morte de Orelha, em 4 de fevereiro, o MP recebeu a conclusão das investigações. No dia 10, o órgão solicitou informações complementares à Polícia Civil após apontar que o material reunido apresentava lacunas que impediam a formação de uma opinião sobre o caso.

As diligências solicitadas foram enviadas na última sexta-feira (20). Foram 35 novas ações solicitadas pelo MP, além de outros 26 atos de investigação e mais 61 diligências extras. Entre os pedidos, estava a exumação do corpo do animal.

Agora, o MPSC segue a análise do material para decidir se acolhe o pedido de internação do adolescente apontado como autor, se pede mais investigações ou se arquiva o caso.

A investigação está em segredo de Justiça por envolver adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

ENTENDA O CASO

Orelha foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte após ser resgatado por populares. Comunitário, o animal recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico da Capital.

Em um laudo inicial, baseado no atendimento veterinário que o animal recebeu, a Polícia Civil apontou que a morte de Orelha teria sido causada por um golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta.

O MP recebeu o documento e solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de um novo laudo. A exumação foi realizada em 11 de fevereiro.

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