A engenheira Poliana Frigi usou as redes sociais para desabafar sobre o episódio de constrangimento que ela afirma ter sofrido em uma academia, em São José dos Campos (SP), após ser orientada por uma funcionária do local a cobrir o top durante o treino.
O caso aconteceu no fim de semana, na unidade da John Boy Academia do bairro Jardim Oswaldo Cruz. Segundo o relato, a mulher foi questionada se o top era um sutiã e foi orientada a vestir uma camiseta para “segurança dela”, pois no local havia “homens casados”.
Nas redes sociais, Poliana disse que ficou indignada com a situação e afirmou que o episódio não pode ser tratado como algo normal. Ela criticou o fato de ter sido questionada pela roupa que usava durante o treino e afirmou que esse tipo de abordagem reforça a ideia de que a responsabilidade por assédios recai sobre as mulheres.
Abordagem Condenada
Após a abordagem, a engenheira contou que passou a se sentir desconfortável durante o treino. Segundo ela, o episódio fez com que começasse a se questionar sobre a própria roupa e aparência.
Poliana relatou que chegou a se olhar no espelho e duvidar se estava vestida de forma adequada, o que gerou insegurança e abalou a sua experiência na academia. Diante do constrangimento, ela afirmou que perdeu a vontade de continuar no local e decidiu ir embora antes de terminar o treino.
Posicionamento da Academia
Em nota, a John Boy Academia informou que tomou conhecimento do caso e que abriu uma apuração interna. A empresa afirmou que o compromisso é manter um ambiente “respeitoso, seguro e acolhedor” e que está revisando protocolos de atendimento e comunicação, além de promover treinamentos sobre respeito, diversidade e inclusão.
A academia também declarou que tenta contato com a aluna e pediu desculpas pelo episódio. Reconheceu que erros podem ocorrer, mas afirmou estar comprometida em evoluir com responsabilidade e respeito.
Recomendações Legais
Para a advogada Raquel Marcondes, situações como a relatada por Poliana podem configurar constrangimento ilegal, principalmente se ocorrem de forma pública e humilhante. A especialista orienta a vítima a registrar o ocorrido, formalizar reclamação junto à empresa e buscar orientação jurídica.
Registre o ocorrido, formalize reclamação junto à empresa e procure órgãos de defesa do consumidor ou a Justiça, se necessário, são alguns passos recomendados pela advogada ao se sentir constrangida dentro de uma academia.
Em casos semelhantes, é essencial a busca por apoio legal e a defesa dos direitos das vítimas de constrangimento e intimidação.




