Mulher é esfaqueada e tem corpo queimado por ex-colega de trabalho após recusar a se relacionar com ele, diz família
Mariele Vitória Alves de Lima está internada na UTI do Hospital da Restauração, no Centro do Recife. Segundo parentes, homem jogou ‘thinner’ e ateou fogo na vítima após golpeá-la.
Estefânia Maria da Cunha, irmã de Mariele, disse que o homem demonstrava interesse amoroso, mas a vítima não correspondia.
Uma mulher foi esfaqueada e teve o corpo queimado por um ex-colega de trabalho em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A auxiliar administrativa Mariele Vitória Alves de Lima, de 22 anos, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central da capital pernambucana.
À TV Globo, parentes e amigos da vítima disseram que o homem, identificado como José Leonardo Pereira da Silva, agrediu a jovem após ela recusar um relacionamento amoroso com ele. O DE tenta contato com a defesa dele. De acordo com a família, o quadro de saúde de Mariele é considerado estável.
“Ele trabalhava com ela há um tempo, […] e ele se apaixonou por ela. Só que ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade, porque ela achava que ele era uma coisa e se surpreendeu com coisas que ela não chegava a dizer sobre ele”, contou a irmã de Mariele, Estefânia Maria da Cunha.
O crime aconteceu na segunda-feira (2). Segundo informações apuradas pelo DE, o homem foi demitido há cerca de 30 dias e, após invadir o antigo local de trabalho, atacou a mulher com golpes de faca. Em seguida, conforme relatos de testemunhas, ele jogou “thinner”, uma mistura de solventes orgânicos usada para diluir tintas, sobre ela e ateou fogo.
De acordo com a tia da vítima, a cabeleireira Adenil Alves de Barros, policiais militares localizaram o suspeito na casa onde ele mora. O homem estava com cortes na barriga e no braço. Também teria sido encontrado o celular da vítima debaixo da cama dele.
“[Estou sentindo] dor e revolta porque todo dia é um caso [em] que [se] mata mulher e fica por isso mesmo, porque não tem uma punição severa para esses homens que fazem isso. […] Ele premeditou, tudo foi premeditado. […] Ele tem que pagar pelo que ele fez”, afirmou.
A família cobra justiça e punição para o suspeito. “Que apodreçam na cadeia, que façam alguma coisa pelas mulheres. Porque eles acham que são donos das mulheres. Ele não é dono de ninguém e o que ele fez não justifica. Ela não tem nada com ele, ela nunca teve nada com ele, e ele chegar assim”, disse a tia da vítima.




