RIO DE JANEIRO (RJ) — Uma mulher de 47 anos foi brutalmente assassinada a facadas na noite da última quarta-feira (3) no bairro Mutondo, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Fernanda Lima Martins Freitas Guedes, como foi identificada, foi morta dentro do próprio apartamento. O namorado dela, André Lessa Horinouchi, com quem se relacionava há pouco mais de dois meses, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Segundo a investigação, logo após o crime, o suspeito fotografou o corpo da vítima e enviou a imagem para a ex-companheira como forma de ameaça. A mulher, assustada, procurou ajuda e acionou o ex-marido de Fernanda, que comunicou a polícia. Quando os agentes chegaram ao local, a vítima já estava sem vida.
Crime brutal e tentativa de intimidação
De acordo com informações oficiais, André Lessa Horinouchi tinha antecedentes criminais por violência doméstica e lesão corporal. Amigos próximos relataram que o relacionamento com Fernanda era marcado por comportamentos abusivos, controle excessivo e agressividade. A atitude de enviar a foto do corpo para a ex-companheira reforça, segundo os investigadores, um padrão de intimidação e posse. O corpo de Fernanda foi velado na manhã deste sábado (6) no Cemitério Municipal de São Gonçalo, com enterro previsto para o início da tarde. A Delegacia de Homicídios da região segue apurando o caso.
Violência contra a mulher em foco
O feminicídio de Fernanda não é um episódio isolado no estado. Também neste sábado (6), o corpo de Lucélia Domingos Isidro, de 44 anos, foi velado no Cemitério do Anil, na Zona Sudoeste do Rio. Ela foi morta a tiros dentro de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O principal suspeito é o marido, Rogério Costa, de 42 anos, que se entregou à polícia. Segundo relatos das filhas do casal, o crime aconteceu na frente delas: uma das adolescentes contou que o pai estava embriagado e atirou na mãe pelas costas enquanto ela subia as escadas. A Polícia Civil investiga ambos os casos, que acendem o alerta para o aumento da violência doméstica na região metropolitana do Rio.
As autoridades reforçam a importância de denúncias e do acionamento imediato da polícia em situações de abuso. Qualquer indício de violência pode ser comunicado anonimamente pelo número 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou pelo 190 da Polícia Militar.

