Mulher é presa em SC após pai denunciar agressões à filha de 3 anos e exposição de bebê nas redes
Caso ocorreu em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. As crianças ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar.
Denúncia foi feita pelo pai das crianças, segundo a Polícia Civil — Foto: Divulgação/UEPG
Uma mulher de 23 anos foi presa suspeita de torturar a filha de três anos e expor uma bebê, de um ano, nua nas redes sociais, em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. A denúncia foi feita pelo pai das crianças, segundo a Polícia Civil.
O caso ocorreu na quinta-feira (19), mas só foi divulgado nessa terça-feira (24). As duas crianças ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar.
Conforme a polícia, o pai procurou a delegacia e relatou que a filha mais velha havia sido agredida e que a caçula tinha sido exposta nas redes sociais. Depois de confirmar as informações, os policiais começaram a buscar a suspeita.
A mulher foi encontrada no bairro Escalvados e, durante o interrogatório, confirmou os fatos. Ela contou que passava por desentendimentos com o ex-companheiro e enfrentava dificuldades financeiras.
Às equipes, ela disse que castigou a filha de três anos porque a criança teria brigado com a irmã. As agressões foram gravadas e enviadas ao pai.
Com as provas reunidas, a mulher foi presa em flagrante pelos crimes de tortura e exposição de criança a situação vexatória e levada ao sistema prisional.
> “Apesar do pai estar ali presente, as condições ali eram bem adversas, principalmente de higiene na residência. A própria alimentação das crianças… Enfim, aparentavam estar subnutridas também. Em razão disso, e para preservar a integridade física, elas foram encaminhadas para familiares”, explicou.
COMO DENUNCIAR ABUSOS E MAUS-TRATOS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças
A Constituição Federal estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente direitos fundamentais, além de colocá-los a salvo de toda forma de exploração e violência. Veja como denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes:
DISQUE 100 – DISQUE DIREITOS HUMANOS
Número da Secretaria de Direitos Humanos recebe denúncias de forma rápida e anônima e encaminha o assunto aos órgãos competentes no município de origem da criança ou do adolescente. Disque 100 de qualquer parte do Brasil. A ligação é gratuita, anônima e com atendimento 24 horas, todos os dias da semana.
MINISTÉRIO PÚBLICO
Os promotores de Justiça têm sido fortes aliados do movimento social de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Todo Estado conta com um Centro de Apoio Operacional (CAO), que pode e deve ser acessado na defesa e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.
PORTAL DO MINISTÉRIO DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS
Na aba ‘DISQUE 100’, você escolhe o assunto e escreve a denúncia. Pode escolher a opção ‘anônimo’. Clique aqui para acessar o site.
POLÍCIA MILITAR
Número 190 é o número de telefone da Polícia Militar que deve ser acionado em casos de necessidade imediata ou socorro rápido. O 190 recebe ligações de forma gratuita em todo o território nacional
POLÍCIA FEDERAL, POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL E DELEGACIAS ESPECIALIZADAS OU COMUNS
As denúncias são anônimas e não oferecem risco à imagem e segurança do denunciante.
CONSELHO TUTELAR DA SUA CIDADE
O Conselho Tutelar é um dos órgãos de proteção e que também recebe denúncias de violações dos direitos das crianças e adolescentes.
DISQUE-DENÚNCIA
O Disque Denúncia atua no combate à violência contra o idoso, a mulher, as pessoas com deficiência e a criança e ao adolescente, através do núcleo de violência doméstica. Este núcleo foi desenvolvido para monitorar as denúncias cadastradas com o objetivo de priorizar e qualificar o atendimento. O serviço possui parceria com as delegacias especializadas (Delegacia Especializada no atendimento de crianças e adolescentes vítimas – DCAV e Delegacia Especializada na Proteção da Criança e do Adolescente – DPCA) e com os conselhos tutelares, enviando as denúncias e solicitando maiores e melhores providências. Clique aqui para acessar o portal.




