Mulher é presa suspeita de ser mentora intelectual do assassinato de advogado em Bento Gonçalves

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Roberto Fortunato Dall Agnol, assassinado em casa em 2021 — Foto: Arquivo pessoal

Uma mulher de 36 anos foi presa preventivamente nesta terça-feira (3) em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. Ela é suspeita de ser “mentora intelectual” do assassinato de seu ex-companheiro, um advogado morto em 2021. O caso, ocorrido há mais de quatro anos, era tratado como latrocínio (roubo com morte), que teria sido arquitetado pela mulher, diz a delegada Raquel Peixoto.

Roberto Fortunato Dall Agnol era um advogado de 48 anos e supostamente havia sido morto durante um assalto em sua casa, em Bento. À época, a mulher, que não teve o nome divulgado, teria relatado em depoimento à polícia que os criminosos atiraram contra seu marido depois que não conseguiram acessar a conta bancária dele por meio de um aplicativo de celular.

CRIME CHAMOU A ATENÇÃO PELA BRUTALIDADE

Em setembro de 2021, o crime, cometido no bairro Conceição, chocou a comunidade pela brutalidade: a vítima foi encontrada amarrada, com sinais de violência e morta com um disparo na nuca.

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A reabertura do inquérito ocorreu após o recebimento de informações novas e relevantes no ano passado. A Polícia Civil classifica essas informações como “provas robustas que ligam a mulher diretamente aos executores”. Segundo as autoridades, o avanço das técnicas de investigação da 1ª Delegacia de Polícia de Bento Gonçalves revelou que a cena de crime ocultava uma trama complexa.

Prisão preventiva decretada

De acordo com a nova linha de investigação, a suspeita teria arquitetado o crime previamente, fornecendo as chaves de acesso ao imóvel, ajustado detalhes da execução, estando presente na residência no momento do assassinato. A polícia aponta que ela simulou um roubo de bens para sustentar a versão de latrocínio e desviar o foco das apurações.

Após a reabertura do inquérito e durante o aprofundamento das diligências, a equipe de investigação teria recebido ameaças anônimas. O uso de inteligência cibernética e análise de dados permitiu rastrear a origem das mensagens, o que teria levado até a investigada e seu atual companheiro. Segundo os policiais, o fato teria confirmado tentativas de intimidação e retaliação, além de tentativa de fraude processual para atrapalhar o andamento do processo.

Reações da comunidade

Na época, dois homens foram presos. Dall Agnol foi atingido na cabeça e no tórax. Segundo o entendimento anterior, sua esposa, agora investigada como mandante do crime, também teria sido amarrada, mas saído da casa se arrastando. Já fora, teria conseguido se desfazer da mordaça e pedido socorro a uma vizinha. Os criminosos invadiram a casa do advogado por volta das 4h20 de um sábado. Após o assassinato, afirmou-se à época que o trio teria fugido com joias, dinheiro e celulares.

Decisão final

Ainda segundo a Polícia Civil, a prisão preventiva foi decretada devido ao risco concreto à ordem pública e à instrução do processo.

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