Mulher entra em estado vegetativo após cirurgia de risco baixo em hospital no Recife: família denuncia negligência

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Mulher entra em estado vegetativo após cirurgia de baixo risco e família
denuncia negligência em hospital particular no Recife

Camila Nogueira, de 38 anos, sofreu parada cardiorrespiratória durante
procedimento de retirada de hérnia e pedra na vesícula e está sob cuidados
intensivos há cinco meses. Parentes acreditam que houve falhas na condução da
equipe médica.

A família da servidora pública Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, denuncia uma suposta negligência médica durante uma cirurgia de hérnia
e retirada de pedra na vesícula realizada no Hospital Esperança, no bairro da
Ilha do Leite, na área central do Recife.

De acordo com a defesa dos familiares, Camila estava saudável e deu entrada na
unidade para um procedimento considerado de baixo risco em agosto do ano
passado. Durante a operação, no entanto, ela apresentou apneia, que é a
interrupção temporária e involuntária da respiração. Já faz cinco meses que a
paciente segue internada, sob cuidados intensivos, em estado vegetativo.

Em entrevista ao DE, o advogado Paulo Maia afirmou que os sinais de agravamento do quadro clínico já apareciam nos monitores da sala cirúrgica no início do procedimento. Segundo ele, a falta de
intervenção adequada fez com que o quadro evoluísse para uma parada
cardiorrespiratória.

Procurado, o Hospital Esperança informou que Camila apresentou uma complicação
cirúrgica enquanto estava sob os cuidados da equipe escolhida pela própria
paciente. Em nota, a unidade afirmou que prestou todo o suporte necessário assim
que tomou conhecimento da intercorrência.

Às 10h47, o monitor da cirurgia já demonstrava que Camila estava com um
quadro de apneia, ou seja, não estava ventilando bem, não estava recebendo a
oxigenação devida. E ninguém se atentou a isso. Tanto é que a cirurgia
prosseguiu normalmente, a anestesista, não se sabe o que ela estava fazendo,
que ela não viu isso. E simplesmente continuaram do mesmo jeito, como se
nada tivesse acontecido, afirmou.

Segundo o advogado, a apneia evoluiu para uma parada cardíaca, agravando o
estado de saúde da paciente.

Às 11h18 foi que a cirurgiã identificou que Camila estava em parada cardíaca.
Às 11h33, ou seja, [após] 15 minutos de manobra de ressuscitação foi que Camila
retornou à vida. Mas todo esse estrago aí, todo esse histórico de sucessivas
falhas, omissões, pode-se assim dizer, acabou fazendo o cérebro dela não receber
a oxigenação devida e ela ficasse no quadro em que está hoje, disse.

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