Mulher espancada até desmaiar em Peruíbe: marido preso e prisão preventiva contestada

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Mulher espancada pelo marido até desmaiar diz não lembrar das agressões e recusa medidas protetivas

Luis Fernando de Sousa, 34, foi preso após agredir a esposa, 25, em Peruíbe (SP). A vítima disse não lembrar das agressões, que configuram crime com pena de até 4 anos. Defesa do homem discorda da decisão que converteu a prisão em flagrante para preventiva.

Um vídeo chocante mostra o momento em que um homem espanca sua esposa até ela desmaiar em uma avenida da praia no litoral de SP. A mulher de 25 anos, vítima da agressão, relatou à Polícia Civil que não tem intenção de solicitar medidas protetivas contra o agressor. O agressor confessou o crime e teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após uma audiência de custódia.

Após seis anos de casamento com o agressor, a mulher agredida afirmou não se recordar da brutal violência que sofreu na orla da cidade logo após a festa de Réveillon. O homem, identificado como Luis Fernando de Sousa, foi detido pela Polícia Militar com base em testemunhas que o apontaram como autor das agressões. Registros obtidos pelo DE mostram o agressor desferindo socos na esposa, causando seu desmaio.

O casal foi encaminhado a um Pronto-Socorro antes de prestar depoimento na delegacia. O agressor foi autuado por lesão corporal contra a esposa, crime agravado por questões de gênero, que pode resultar em até quatro anos de prisão. Porém, os detalhes sobre o início das agressões e a motivação do ataque não foram divulgados no boletim de ocorrência.

Durante a audiência de custódia, realizada recentemente, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. O advogado do agressor contestou essa decisão, alegando que seu cliente preenche todos os requisitos legais para aguardar o processo em liberdade, como residência fixa, bons antecedentes e emprego formal. A defesa ressaltou que a prisão preventiva não deve ser uma antecipação da pena e nem ser fundamentada em pressões da sociedade.

O advogado responsável pelo caso acredita que a revogação da medida restritiva poderá ser acatada no futuro, ressaltando a natureza da audiência de custódia como um momento de avaliação da legalidade da prisão, sem entrar nos detalhes do processo em si. Infelizmente, casos de violência doméstica como este evidenciam a urgente necessidade de proteção e amparo às vítimas, bem como a devida responsabilização dos agressores.

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