De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito abordava as vítimas em agências bancárias e se passava por funcionário de instituições financeiras. Ele oferecia supostos serviços de regularização de benefícios e, com a confiança conquistada, obtinha dados pessoais e senhas. A reportagem apurou que, em pelo menos três casos confirmados, os saques indevidos chegaram a R$ 15 mil por vítima. A Polícia Militar informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis lesados.
Investigação revela esquema sofisticado de fraude contra idosos
Dados confirmados pelo Diário do Estado indicam que o esquema criminoso operava há pelo menos seis meses na região metropolitana de Belo Horizonte. O suspeito utilizava um caderno com anotações detalhadas sobre os hábitos das vítimas, incluindo horários de ida ao banco e valores de benefícios. A Polícia Militar apreendeu ainda um telefone celular com mensagens que indicam a participação de outros dois indivíduos, ainda não identificados, na logística dos golpes.
A delegacia responsável pelo caso instaurou inquérito para apurar os crimes de estelionato qualificado, falsificação de documentos e associação criminosa. O delegado titular afirmou que a prioridade é rastrear o destino dos valores desviados e bloquear contas bancárias utilizadas pelo grupo. A reportagem apurou que as vítimas, todas com mais de 70 anos, foram orientadas a comparecer à delegacia para formalizar as denúncias e solicitar o bloqueio de novos saques.
Orientações da Prefeitura de Belo Horizonte para prevenção de golpes
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, emitiu um alerta à população idosa sobre os riscos de abordagens em agências bancárias. A orientação é que os beneficiários nunca compartilhem senhas ou dados pessoais com estranhos, mesmo que se identifiquem como funcionários de bancos. A pasta também reforçou que instituições financeiras legítimas nunca solicitam informações sigilosas por telefone ou em abordagens diretas.
Em parceria com a Polícia Militar, a prefeitura lançou uma campanha educativa em centros de convivência e unidades de saúde da capital. A iniciativa inclui palestras e distribuição de cartilhas com dicas de segurança. O Governo do Estado de Minas Gerais também anunciou que vai ampliar o programa de educação digital para idosos, com foco em identificar tentativas de golpe. A medida visa reduzir a vulnerabilidade desse público, que, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, representa 40% das vítimas de estelionato no estado.
Corpo de Bombeiros e Defesa Civil atuam em apoio às vítimas
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado para prestar apoio psicológico a duas vítimas que apresentaram crises de ansiedade após descobrirem os prejuízos. As equipes realizaram atendimento emergencial e encaminharam os idosos para unidades de saúde da rede municipal. A Defesa Civil estadual, por sua vez, disponibilizou um canal telefônico exclusivo para que outras possíveis vítimas do esquema possam relatar os casos sem sair de casa.
A reportagem apurou que o suspeito permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia nas próximas horas. A Polícia Militar recomenda que qualquer pessoa que tenha sido abordada de forma suspeita em agências bancárias na região central de Belo Horizonte entre em contato imediatamente pelo telefone 190. O caso segue sob investigação, e novas prisões não estão descartadas.
Próximos passos da investigação e medidas de segurança
As autoridades já solicitaram à Justiça a quebra de sigilo bancário e telefônico do suspeito para aprofundar as investigações. A Polícia Militar também está analisando imagens de câmeras de segurança de agências bancárias onde os golpes foram aplicados. O objetivo é identificar os comparsas e mapear toda a rede de atuação do grupo criminoso. A delegacia responsável pelo caso informou que deve concluir o inquérito em até 30 dias.
Enquanto isso, a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo do Estado de Minas Gerais intensificam as ações de conscientização. A recomendação principal é que os idosos nunca realizem transações financeiras ou forneçam dados pessoais sem a companhia de um familiar ou responsável de confiança. A reportagem continuará acompanhando o desenrolar do caso e trará novas informações assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.



