Emile Quessia Oliveira, presa por envolvimento no sequestro de três mulheres em um shopping de Salvador, se identifica como cristã, “mãe de pets” e empreendedora nas redes sociais. A suspeita também é casada há sete anos com um detento, que teria arquitetado o crime da prisão.
O sequestro aconteceu no domingo (15), no estacionamento do Salvador Shopping. As três vítimas foram abordadas por homens armados, obrigadas a entrar no próprio carro e levadas para um cativeiro, onde precisaram fazer transferências bancárias.
A suspeita, Emile Quessia Oliveira, foi encontrada pela polícia após receber uma transferência bancária da conta de uma das vítimas. Segundo a polícia, ela indicou o imóvel onde as vítimas estavam em cativeiro e depois foi presa em flagrante pelo crime de extorsão mediante restrição da liberdade.
CASADA COM DETENTO COM LONGA FICHA CRIMINAL
De acordo com apuração da TV Bahia, Emile já responde a um processo de 2025, na Justiça da Bahia, ligado a crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio. Ela é apontada como integrante do núcleo financeiro de um grupo criminoso e atuava na movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas.
A suspeita é casada com um homem, identificado como Pedro Vitor, que está preso na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. Ele é apontado como chefe de um grupo criminoso que atuava na região da Chapada Diamantina. Entre os crimes relacionados a Pedro, estão porte ilegal de arma de fogo, roubo, tráfico de drogas e homicídio.
CRISTÃ E “MÃE DE PETS”
Nas redes sociais, Emile costumava publicar vídeos de orações. Em um deles, ela falou sobre a importância da religião na transformação do ser humano. “Deus hoje entra na sua vida como restauração. Deus quer te transformar de dentro para fora, Ele quer mudar o quadro da sua vida, mas para isso você precisa dar espaço”, disse.
RELEMBRE O CASO
Uma idosa de 77 anos e as duas filhas dela foram sequestradas no estacionamento do Salvador Shopping. Elas foram abordadas por dois homens armados e obrigadas a entrar no próprio carro, um veículo de luxo. Elas foram levadas para o bairro de Plataforma e fizeram diversas transferências bancárias. As vítimas só foram liberadas após a chegada da polícia, na manhã de segunda-feira (16).



