Mudas de árvores vandalizadas duas vezes por mulher em Curitiba são de espécie ameaçada de extinção
Araucárias são protegidas por lei ambiental. O valor da multa é de R$ 500 por árvore derrubada, podendo chegar a R$ 50 mil por hectare ou fração de vegetação atingida.
Após voluntários replantarem árvores arrancadas pela mulher, ela voltou ao local e vandalizou.
As mudas de árvores vandalizadas duas vezes por uma mulher em Curitiba são araucárias, espécie ameaçada de extinção e protegida por lei ambiental. Ao menos 11 das plantas destruídas pertencem à espécie, segundo o coletivo Um Milhão de Árvores responsável pelo plantio.
As araucárias foram arrancadas e cortadas na segunda-feira (29), no canteiro da Avenida Nossa Senhora da Luz, onde cerca de 40 mudas haviam sido plantadas por voluntários do coletivo.
Câmeras de segurança registraram a ação. As imagens mostram a mulher estacionando o carro, caminhando até o canteiro e destruindo as plantas.
Horas depois, voluntários retornaram ao local e replantaram as mudas. No entanto, na noite de quinta-feira (1º), por volta das 23h40, a mesma mulher voltou ao canteiro e vandalizou novamente as árvores, levando algumas mudas. A segunda ação também foi registrada por câmeras.
Conhecida como pinheiro-do-paraná, a araucária (Araucaria angustifolia) é nativa da região Sul do Brasil e está em risco crítico de extinção, segundo a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A espécie foi amplamente explorada ao longo do século passado, o que reduziu drasticamente sua ocorrência natural.
Por estar ameaçada, a araucária é protegida por leis ambientais que restringem o corte, a destruição e a exploração da árvore. Em casos de corte da araucária, o valor do auto de infração é de R$ 500,00 por árvore derrubada, segundo o Instituto Água e Terra (IAT), além de multa referente à área que sofreu desmatamento ilegal. Se o desmatamento ocorrer dentro de Áreas de Preservação Permanente (APP), o valor da multa pode variar de R$ 5 mil a R$ 50 mil por hectare ou fração de vegetação atingida.
A legislação também impõe regras para a coleta do pinhão, semente da espécie, que só pode ocorrer em períodos específicos do ano. O objetivo é garantir o amadurecimento das sementes e a regeneração da floresta.




