Maior museu de arte da América Latina expande fronteiras e expõe obras junto a formações geológicas de 180 milhões de anos, no Paraná
Em contraste com os arenitos esculpidos pela natureza, em Ponta Grossa, seis obras feitas por diferentes artistas contemporâneos compõem a exposição ‘MON sem Paredes – Vila Velha’.
Maior museu de arte da América Latina expande fronteiras e expõe obras em Vila Velha [https://s02.video.glbimg.com/x240/14387225.jpg].
Maior museu de arte da América Latina expande fronteiras e expõe obras em Vila Velha.
O Museu Oscar Niemeyer (MON), maior museu de arte da América Latina, expandiu as fronteiras e inaugurou uma exposição em meio a formações geológicas de mais de 180 milhões de anos
[https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/o-que-fazer-no-campos-gerais-sul/noticia/2025/12/07/rochas-esculpidas-por-180-milhoes-de-anos-formam-floresta-de-pedras-em-parque-do-parana-conheca.ghtml]
no Parque Estadual Vila Velha, em Ponta Grossa
[https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/cidade/ponta-grossa/], nos Campos Gerais do Paraná.
A exposição é mais uma etapa do projeto “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre”, que começou incluindo obras de arte interativas na área externa do museu, em Curitiba [https://g1.globo.com/pr/parana/cidade/curitiba/]. Agora, o projeto vai ainda mais longe e leva ao parque estadual novas obras. Assista acima.
Em contraste com os arenitos esculpidos pela natureza, seis obras feitas por diferentes artistas contemporâneos compõem a exposição. As peças, feitas especialmente para a exposição, dialogam com propostas de contemplação e integração ao espaço.
> “Todas essas obras foram feitas especificamente para este lugar. São artistas que estão pensando o que significa a narrativa de Vila Velha e o que significa estar em plena natureza”, detalha Marc Pottier, curador da exposição.
Kulikyrda Mehinako conecta o Xingu com Vila Velha a partir das obras “Totem.Tatu” e “Totem Urubu.Rei” — Foto: Igor Jacinto/Vice Governadoria
“CADA UM À PRÓPRIA LINGUAGEM” – “MON sem Paredes – Vila Velha” é uma exposição de longa duração e não tem previsão para ser encerrada. Ela tem conceito de Fernando Canalli, que idealizou o conceito após interpretar que “o arenito dialoga”.
Neste contexto, Tom Lisboa apresenta a obra “Reconstrução”, feita com aço inoxidável. Uma malha de metal bem fina forma uma chama prateada, que tem como proposta, segundo o artista, capturar resíduos dos arenitos e incorporar elementos da vegetação.
Como é porosa, a obra permite que o vento a atravesse e ajude a criá-la, assim como aconteceu com os arenitos.
> “Ela vai se transformar com o passar dos anos. Eu sei como ela está hoje, ela está prateada, ela está limpa, ela está brilhando. Daqui a pouco eu não sei como é que ela vai ficar e quero ver o que a natureza vai trazer para dentro dela”, contou Lisboa ao DE.
Porosa, o vento atravessa “Reconstrução”, de Tom Lisboa, e ajuda a criá-la, assim como fez com os arenitos — Foto: Mariah Colombo/g1
Ao romper os limites físicos do museu, o projeto “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre” promove a descentralização do acesso à cultura.
“Quando levamos obras de arte até onde está a população, além de sensibilizarmos o grande público, que talvez não tenha o hábito de entrar num museu, oferecemos um ambiente de pausa, de desaceleração, de reconexão interior”, detalhou a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.
Com a nova fase, em Vila Velha, a instituição também integra a arte ao patrimônio natural e território.
Segundo Vosnika, há ainda a previsão de uma nova fase da mostra, com mais seis obras em outros pontos do parque.




