O líder do Hezbollah, Naim Qassem, reiterou sua posição contrária ao desarmamento do movimento e destacou que a resistência no Líbano é um dever nacional que deve ser compartilhado entre o Estado, o Exército e o povo. Durante um discurso televisionado de Beirute, ele enfatizou a importância de defender o país e criticou a postura do governo libanês diante das ameaças externas.
A declaração de Qassem foi feita em um evento em memória de líderes falecidos do movimento, conforme relatado pela Telesur. Ele ressaltou que a resistência no Líbano vai além de questões locais e faz parte de um projeto mais abrangente, caracterizando-a como sendo de natureza nacional, pan-árabe, islâmica e humanitária, valores que ele considera fundamentais para a identidade política e social do país.
Ao abordar a possibilidade de uma escalada militar, o líder do Hezbollah deixou claro que o grupo não tem interesse em iniciar conflitos, mas está preparado para se defender. Ele enfatizou que o Hezbollah não busca a guerra, mas também não irá se render e estará pronto para reagir caso necessário. Qassem ressaltou que o movimento não aceitará imposições externas e que está disposto a enfrentar eventuais ataques.
Qassem ainda diferenciou a resposta a uma agressão da iniciativa de iniciar uma guerra, afirmando que o Hezbollah não irá tolerar ameaças como forma de pressão. Em tom de advertência, ele afirmou que o grupo está pronto para responder a qualquer ataque e não será subestimado. O líder do Hezbollah destacou que, embora possam receber ataques, também têm capacidade de resistir e infligir dor aos agressores. Ele encerrou sua fala com uma nota de alerta, demonstrando a determinação do movimento em se defender quando necessário.




