Ipojuca (PE) — Uma polêmica surgiu na ciclovia da rodovia PE-009 em Ipojuca, onde a instalação de postes da Neoenergia gerou preocupação entre ciclistas e moradores da região. As estruturas foram colocadas no meio da pista, obrigando os ciclistas a desviar e aumentando o risco de acidentes, especialmente à noite, quando a visibilidade é reduzida.
A ciclovia em questão é um importante trajeto para muitos moradores, que a utilizam para práticas esportivas, passeios ou como meio de transporte diário. Com a instalação dos postes, que aconteceram ao longo de um trecho que se estende de Porto de Galinhas a Nossa Senhora do Ó, os ciclistas se viram obrigados a contornar obstáculos perigosos, tornando a experiência de pedalar no local ainda mais arriscada.
A situação é tão alarmante que a recepcionista Ellen D’ávila expressou sua preocupação: “Já não basta que a ciclovia não está boa, está cheia de buracos e agora esses postes dificultam ainda mais. O risco de acidentes sobe ao desviar dos postes e dos buracos ao mesmo tempo”. A sindicância saúde e infraestrutura da ciclovia já faz parte das preocupações de quem usa a via.
Qual a justificativa da Neoenergia para a instalação dos postes em Ipojuca?
Segundo a Neoenergia, a instalação dos postes é parte de uma obra temporária para a modernização da rede elétrica na cidade. Em nota, a empresa informou que as estruturas foram autorizadas pela prefeitura e pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER), e são necessárias para garantir a continuidade do fornecimento de energia durante as obras.
A empresa enfatizou que a instalação nos postes na ciclovia foi a única alternativa viável em termos técnicos, devido à proximidade de linhas de alta tensão e tubulações de gás na área. O superintendente operacional da empresa, Leonardo Moura, declarou: “Tivemos que avaliar várias opções e esta foi a maneira que alugamos para viabilizar o serviço sem causar interrupções”.
No entanto, moradores e ciclistas argumentam que há outras alternativas a serem consideradas e pedem uma reestruturação na obra, conforme apontou o administrador Anderson Amaral Ribeiro, que contatou a prefeitura e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em busca de soluções. “Eles têm espaço tanto na direita quanto na esquerda da via para alocar os postes de forma segura”, afirmou.
O que relatam os moradores sobre a segurança na ciclovia?
Moradores têm se mobilizado e expressado sua preocupação com a segurança na ciclovia, que se tornou um local de grande circulação e uma artéria vital para a comunidade. Informações de que outros buracos estão sendo escavados para a instalação de mais postes aumentaram a apreensão. Joel Pedro da Silva, militar da reserva, afirmou que “isso é um absurdo, que deve ser revisto imediatamente”.
Com aproximadamente 45 mil habitantes, a cidade de Ipojuca já é conhecida por seus frequentes problemas de infraestrutura, e a instalação dos postes só engrandeceu o descontentamento da população. As manobras necessárias para desviar dos postes e buracos colocam em risco os hábitos saudáveis dos ciclistas, que frequentemente enfrentam vias mal conservadas.
Como a Prefeitura de Ipojuca se posiciona sobre a questão?
Até o momento, a prefeitura de Ipojuca não se manifestou oficialmente sobre as críticas recebidas e não respondeu ao ofício enviado pelo grupo Porto Pedal, que clama por uma solução segura. Os cidadãos locais sentem-se desamparados, questionando a falta de diálogo entre as autoridades e a população.
Para a redação do Diário do Estado, este caso evidencia a necessidade urgente de melhorar a gestão de infraestrutura urbana em Ipojuca, onde a segurança dos ciclistas deve ser priorizada. Em áreas vizinhas, como Recife, as autoridades têm se esforçado para melhorar a segurança das ciclovias, servindo como exemplo a ser seguido.
Quais as opiniões sobre o futuro da ciclovia de Ipojuca?
Os ciclistas e moradores de Ipojuca esperam por uma resposta rápida das autoridades sobre a situação da ciclovia. O grupo Porto Pedal não desistiu e promete intensificar seus esforços para mobilizar a população e buscar soluções para o problema, que, segundo eles, é uma questão de saúde pública e segurança. Muitos afirmam que a falta de alternativas pode levar a um aumento nos acidentes, especialmente entre os mais inexperientes que utilizam a via.
A Neoenergia informa que a obra está em fase final e deve ser concluída até o próximo setembro, momento em que os postes serão removidos e a ciclovia restaurada às suas condições originais. No entanto, a população se mostra cética quanto a essas promessas, exigindo transparência e compromisso das autoridades.
Nossa reportagem entrou em contato com os envolvidos e se manteve presente nos protestos e manifestações da comunidade. O Diário do Estado continuará acompanhando a situação da ciclovia em Ipojuca e trará novas informações assim que forem confirmadas pelas autoridades competentes.



