Netanyahu está empenhado em obter o apoio de Trump para um acordo mais rígido com o Irã. O primeiro-ministro de Israel viajou para Washington em um momento crucial, durante negociações sensíveis com o país do Oriente Médio. A visita de Netanyahu à Casa Branca busca pressionar o presidente dos Estados Unidos por medidas mais firmes em relação ao Irã.
O governo israelense espera que qualquer acordo aborde não apenas as restrições ao programa nuclear iraniano, mas também a limitação do desenvolvimento de mísseis balísticos e o corte de laços com organizações e partidos da resistência na região. Com incertezas sobre a disposição do Irã em aceitar concessões mais amplas, e sem total clareza sobre a postura de Trump em relação a negociações complexas e politicamente sensíveis, Netanyahu busca alcançar um consenso que atenda aos interesses de Israel.
Israel defende que o Irã cesse completamente o enriquecimento de urânio, reduza seu arsenal de mísseis balísticos e acabe com o apoio a grupos aliados, como o Hamas palestino e o Hezbollah libanês. Por outro lado, o governo iraniano rejeita essas demandas e argumenta que só concordará com limitações parciais em seu programa nuclear em troca do alívio das sanções internacionais.
Durante sua estadia nos Estados Unidos, Netanyahu se reunirá com autoridades americanas para discutir estratégias e possíveis ações, incluindo novas medidas militares contra o Irã. No ano anterior, os esforços conjuntos dos EUA e Israel resultaram em ataques militares contra instalações iranianas, demonstrando a determinação em enfrentar a ameaça representada pelo país da região.
A visita do premiê israelense aos Estados Unidos ocorre após encontros em Jerusalém com representantes de Trump e conversas indiretas entre americanos e o chanceler iraniano em Omã. Netanyahu reiterou a importância de incluir a limitação de mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos armados associados ao Irã nas negociações, enfatizando os interesses de segurança e estabilidade na região. A busca por um acordo mais duro com o Irã continua sendo uma prioridade para Israel e para os Estados Unidos sob a liderança de Trump.




