Nova espécie de inseto aquático é descoberta no Maranhão: Campsurus barreirinhas

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Uma nova espécie de inseto aquático foi identificada no Maranhão, trazendo
uma importante contribuição para o conhecimento da biodiversidade da região. O
professor Dr. Jaime de Liege Gama Neto, da Universidade Estadual do Maranhão
(UEMA), Campus Lago da Pedra, publicou o registro da nova espécie pertencente à
ordem Ephemeroptera, um grupo de insetos aquáticos de grande relevância para o
biomonitoramento ambiental.

A espécie, denominada Campsurus barreirinhas, foi coletada no município de
Barreirinhas, um dos principais acessos aos Lençóis Maranhenses. O pesquisador
destacou a beleza e importância da região ao nomear o inseto em homenagem à
localidade onde foi encontrado. A descoberta teve a colaboração da professora
Dra. Mahedy Araujo Bastos Passos, do Centro Estadual de Educação Profissional
de Roraima (CEEP/RR), evidenciando a importância da cooperação entre
instituições acadêmicas para o avanço da ciência.

O estudo detalhado das características morfológicas e ecológicas da nova espécie
foi publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências (AABC), uma
publicação classificada como Qualis A2 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES). O artigo completo, com o título “A closer look
reveals the first records of Campsurus Eaton, 1868 (Ephemeroptera: Polymitarcyidae:
Campsurinae) from Maranhão state, Northeast Brazil, including a new species”,
pode ser acessado para consulta.

Essa recente descoberta científica ressalta a importância da pesquisa
científica para a compreensão e preservação do ambiente natural. A identificação
de novas espécies e a descrição de suas características contribuem
significativamente para a conservação da biodiversidade e para o manejo
adequado dos ecossistemas aquáticos. Além disso, a parceria entre pesquisadores
de diferentes instituições fortalece a produção científica e estimula a
colaboração no meio acadêmico.

O Maranhão possui uma rica diversidade de ambientes naturais, com inúmeras
espécies ainda desconhecidas pela ciência. A descoberta da nova espécie de inseto
aquático reforça a importância da pesquisa científica, evidenciando a necessidade
de investimento e incentivo à investigação da biodiversidade da região. A
identificação e catalogação das espécies é fundamental para a preservação dos
ecossistemas e para a promoção de práticas sustentáveis de uso dos recursos
naturais.

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