Novo crédito consignado para trabalhadores movimenta R$ 2,8 bilhões

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Os bancos já emprestaram R$ 2,8 bilhões no novo crédito consignado para trabalhadores, sendo a maior parte destinada a quem ganha entre dois e quatro salários mínimos. Mais de 452 mil trabalhadores da iniciativa privada contrataram empréstimos por meio do Crédito do Trabalhador até as 17h desta terça-feira (1º), de acordo com informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com dados da Dataprev.

A nova modalidade de crédito consignado, voltada para trabalhadores com carteira assinada, movimentou um total de R$ 2,8 bilhões em 453.494 contratos. A parcela média dos empréstimos foi de R$ 349,20, com prazo médio de 18 meses. O valor médio concedido por trabalhador foi de R$ 6.240,57, e até o último dia 31, mais de R$ 2,3 bilhões já haviam sido liberados.

Os trabalhadores com renda de até dois salários mínimos contraíram R$ 402,9 milhões em empréstimos, enquanto aqueles com renda entre dois e quatro salários mínimos tomaram R$ 656,9 milhões. Por sua vez, os trabalhadores que recebem entre quatro e oito salários mínimos contrataram R$ 472,9 milhões, e os que ganham acima desse patamar acessaram R$ 801,1 milhões.

O Crédito do Trabalhador entrou em vigor em 21 de março e tem como objetivo oferecer crédito consignado para até 47 milhões de trabalhadores formais, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de microempreendedores individuais (MEI), desde que não possuam outra operação de consignado vinculada ao mesmo vínculo empregatício.

A contratação do crédito está disponível exclusivamente na Carteira de Trabalho Digital e, a partir de 25 de abril, poderá ser feita em qualquer instituição financeira por meio de plataformas digitais. Nessa mesma data, trabalhadores que já possuem empréstimos consignados podem migrar seus contratos para essa nova modalidade, com as parcelas continuando a ser descontadas diretamente na folha de pagamento.

Os trabalhadores têm a opção de escolher garantias para o empréstimo, podendo utilizar até 10% do saldo do FGTS ou até 100% da multa rescisória para quitar o saldo devedor em caso de demissão. A nova modalidade do crédito consignado tem como objetivo flexibilizar e facilitar o acesso ao crédito para os trabalhadores, respeitando a margem consignável de 35% do salário.

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