Começa novo júri de acusada de envolvimento em assassinato de fotógrafo no RS
Começou na manhã desta terça-feira (10) o novo julgamento da mulher acusada de
participação no assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni. Paula
Caroline Ferreira Rodrigues foi absolvida em 2023, mas julgamento foi anulado em 2025, atendendo a pedido do Ministério Público.
O crime aconteceu em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, em 2015.
Relembre abaixo:
Gargioni estava se relacionando com Paula sem saber que ela namorava Juliano
Biron, líder de um grupo criminoso. Segundo o MP, a ré atraiu a vítima para uma
emboscada, e Juliano agrediu e matou o jovem com 19 tiros.
Paula responde por homicídio triplamente qualificado. Ela também havia sido
denunciada por ocultação de cadáver, mas o crime prescreveu. De acordo com o
Tribunal de Justiça, a ré está foragida, por isso não será interrogada.
O advogado Martin Mustschall Gross, que assumiu a defesa de Paula para o novo
júri ao lado de Filipe Trelles, informou que eles não irão se manifestar no
momento.
O outro réu, Juliano, foi condenado a mais de 20 anos de prisão em 2020. Ele foi capturado na Bolívia, usando um nome falso, em setembro do ano passado.
O delegado que investigou o crime, única testemunha do júri, foi ouvido pela
manhã. Durante a tarde, haverá a fase de debates entre acusação e defesa.
José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015,
em Canoas, atingido por 19 tiros. A vítima havia desaparecido no dia anterior, quando foi a uma academia.
Segundo a investigação, Gargioni foi torturado antes de ser morto. Mais de 300
horas de imagens, gravadas por 80 câmeras de segurança, foram analisadas pelos
policiais.
O casal levou Gustavo até a Praia do Paquetá, em Canoas, onde o fotógrafo ainda
entrou em luta corporal com o homem e a mulher, mas acabou agredido e atingido
pelos disparos.




