O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escapou por “segundos” dos bombardeios de EUA e Israel que mataram seu pai, Ali Khamenei, e outras figuras de alto escalão no último dia 28 de fevereiro. A informação é do jornal inglês “The Telegraph”, que disse nesta segunda (16) ter tido acesso a um áudio sobre a situação.
Mojtaba estava perto de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, mas foi “fazer algo” no jardim da propriedade quando o então líder supremo foi morto por um míssil israelense às 9h32 locais do último dia 28.
Segundo o jornal inglês, o áudio contém a voz de Mazaher Hosseini, chefe de protocolo de Ali Khamenei, descrevendo o ataque para líderes da Guarda Revolucionária iraniana.
Segundo o áudio, Mojtaba Khamenei sofreu um ferimento na perna, enquanto sua mulher e um filho seu foram mortos junto a Ali Khamenei. O corpo de seu cunhado foi encontrado decapitado.
O áudio foi gravado em uma reunião no dia 12 de março, de acordo com o “Telegraph”. Mojtaba morava em uma ampla propriedade onde também viviam o pai e vários membros da família Khamenei.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda não saber se o novo líder do Irã, Mojtaba Khamenei, está vivo. Segundo Trump, informações da inteligência norte-americana indicam que Khamenei foi gravemente ferido em um ataque aéreo a Teerã e “perdeu uma perna”.
O Irã fechou o corredor marítimo após ser atacado por EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Segundo Trump, seu secretário de Estado, Marco Rubio, vai anunciar países que formarão uma coalizão para manter o local aberto à navegação.
No Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram novos ataques com mísseis ou drones nesta segunda-feira. No domingo, o Irã pediu a evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, na primeira ameaça de Teerã a instalações não pertencentes aos EUA no Golfo Pérsico.
No Irã, a Cruz Vermelha disse que mais de 1.300 pessoas morreram por conta dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O Ministério da Saúde iraniano afirmou que 223 mulheres e 202 crianças estão entre os mortos, segundo a agência oficial do Judiciário, Mizan.



