Novo remédio age antes de o cérebro ficar com placas

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O neurologista Wyllians Borelli explica que o lecanemabe age de forma diferente em relação aos outros medicamentos, focando nas protofibrilas de amiloide em vez das placas. Essas protofibrilas são consideradas mais maléficas, podendo destruir a fenda sináptica no cérebro. Ele ressalta que o lecanemabe pode interromper o avanço da doença ao limpar essas precursoras das placas, evitando danos maiores.

Os medicamentos tradicionais contra as placas de Alzheimer podem causar ARIA, anormalidades de imagem relacionadas ao amiloide. No entanto, o lecanemabe tem menor incidência de sangramentos, sendo uma opção mais segura. Além disso, o tratamento contínuo é indicado, com infusões quinzenais.

É importante destacar que ter Alzheimer não é o mesmo que ter demência. Pessoas com Alzheimer podem apresentar falhas cognitivas leves antes do comprometimento diário. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento antes que a doença progrida para estágios mais avançados.

O lecanemabe não cura o Alzheimer, mas pode ajudar a retardar a progressão da doença. Com a constante ‘faxina’ no cérebro, é possível controlar os sintomas e preservar a memória por mais tempo. A ciência busca cada vez mais formas de impedir a evolução da doença, seguindo o exemplo de tratamentos que controlam a pressão arterial ou o colesterol elevado.

Em resumo, o lecanemabe representa uma esperança para os pacientes de Alzheimer, agindo antes do surgimento das placas cerebrais. Seu uso contínuo pode proporcionar uma melhor qualidade de vida e retardar o avanço da doença, trazendo benefícios significativos para os pacientes e seus familiares.

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