O Brasil da informalidade cresce a cada dia

Gregório José fala sobre o desemprego e o trabalho informal no país

Cidades lotadas de desempregados, sem estudo, pouco capacitados e vivendo de biscates e pequenos serviços, alguns vendendo algo para sobreviver e, uns tantos dependendo da mulher para sustentar. Esse um quadro comum na maioria das cidades brasileiras. Pequenas ou grande, capitais e ou distritos. Não importa onde, não importa se tem um representante político que saiu dali e está em uma Assembleia Legislativa ou Congresso Nacional.

O Brasil tem mais pessoas na informalidade, longe dos poucos postos de trabalho oficiais do que se pensa.

A legião de invisíveis é enorme e aumenta a cada dia. No entanto, ainda é possível contar com mãos bondosas que sempre se estendem a quem precisa. Isso contando com as igrejas evangélicas, grupos espíritas, clubes de Lions e Rotary, os vicentinos e, em cada cidade, as secretarias de Ação Social (ou Desenvolvimento Social). Todas com suas campanhas de arrecadação e distribuição de Cestas Básicas aos necessitados.

Isso renderia até uma tese acadêmica de quantas famílias sobrevivem de ajuda. O número assustaria. Mas isso não é só para os desempregados. Os assalariados, aqueles que ganham um salário mínimo não conseguem cumprir o que prevê a Constituição Federal, de viver dignamente comprando alimentos, roupas e calçados, pagando os estudos dos filhos e o transporte, investindo em medicamento e no lazer.

Agora vem o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizendo que lançará um programa social voltado aos trabalhadores informais afetados pela pandemia da Covid-19, o BIP (Bônus de Inclusão Produtiva), indicando que vai ajudar os cerca de 40 milhões de brasileiros considerados “invisíveis”, número (sub)estimado de trabalhadores informais no País.

Para o ministro, esses trabalhadores foram excluídos do mercado de trabalho formal por causa de uma legislação “obsoleta”, que ao mesmo tempo onera os empresários e remunera mal os empregados. Mas, na realidade, muitos abandonaram as escolas, migraram para a informalidade, contraíram famílias ainda jovens. Muitas mães, não têm, sequer, 17 anos de idade.

Mas este Brasil de invisíveis tem uma grande legião de pessoas subnutridas que não têm a iniciativa de criar uma horta no terreno baldio ao lado de sua casa, mas que vive reclamando que a prefeitura deixa o mato crescer. Afinal, este é o Brasil que queremos? Mais pessoas reclamando do que produzindo, ou dos que arregaçam as mangas e partem para o trabalho?

Gregório José
Jornalista/Radialista/Filósofo
Pós Graduado em Gestão Escolar

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