O mistério por trás da Pedra de Roseta: 5 curiosidades incríveis

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Você provavelmente já ouviu falar da Pedra de Roseta, uma peça arqueológica que desempenhou um papel fundamental na decifração dos hieróglifos egípcios. Mas além dessa famosa função, há muitas curiosidades surpreendentes sobre essa pedra e sua história. Confira a seguir 5 curiosidades incríveis sobre a Pedra de Roseta.

A Pedra de Roseta foi descoberta em 1799 durante a campanha militar de Napoleão Bonaparte no Egito. Ela foi encontrada por soldados franceses perto da cidade de Rashid, no delta do Nilo. Considerada uma das mais importantes descobertas arqueológicas da história, a Pedra de Roseta tem inscrições em três escritas diferentes: hieróglifos egípcios, escrita demótica e grego antigo. Essa diversidade de linguagens foi fundamental para que os estudiosos pudessem finalmente compreender e decifrar os hieróglifos, que eram um mistério até então.

Além de seu valor linguístico, a Pedra de Roseta também tem um significado político importante. Após a derrota de Napoleão, a pedra foi transferida para a posse dos britânicos como parte dos termos do Tratado de Alexandria em 1801. Desde então, a Pedra de Roseta faz parte da coleção do Museu Britânico, em Londres. Sua presença no museu não apenas atrai turistas e estudiosos do mundo todo, mas também levanta questões sobre a posse legítima de artefatos culturais de outras nações.

Uma curiosidade interessante sobre a Pedra de Roseta é que ela não é apenas um único bloco de pedra, mas na verdade é uma laje de granito que foi quebrada em fragmentos menores ao longo dos séculos. Após sua descoberta, a pedra foi separada em três partes, sendo que a maior parte foi levada para o Museu Britânico. No entanto, em meados do século XIX, um dos fragmentos menores foi doado ao Museu Egípcio, no Cairo, como parte dos esforços de repatriação de artefatos arqueológicos.

Outra curiosidade fascinante sobre a Pedra de Roseta diz respeito à sua inscrição grega. A parte grega do texto foi fundamental para a decifração dos hieróglifos, pois fornecia uma pista crucial sobre o conteúdo dos outros textos. O texto grego, uma tradução de um decreto emitido no Egito em 196 a.C., serviu como uma espécie de chave mestra para os estudiosos que buscavam entender os significados das outras inscrições na pedra.

Por fim, vale ressaltar que a Pedra de Roseta não só desempenhou um papel crucial na decifração dos hieróglifos egípcios, mas também tornou-se um símbolo de conquista e colaboração internacional. Sua história e importância vão além da simples tradução de textos antigos, representando a capacidade da humanidade de superar barreiras linguísticas e culturais em busca do conhecimento e compreensão do passado.

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