O senador Magno Malta (PL-ES) tentou utilizar as prerrogativas de seu cargo para acessar a Papudinha, onde Jair Bolsonaro está detido, conforme relatos policiais encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgados pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. Essa tentativa foi descrita como uma ‘carteirada’ para entrar em uma área de segurança máxima da unidade. A informação está contida na decisão do ministro Alexandre de Moraes, que negou o pedido de visita do congressista ao ex-presidente.
De acordo com a decisão, Malta procurou adentrar na unidade prisional ‘por meio do uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima’. Moraes destacou que a conduta ‘acarreta riscos desnecessários para a disciplina do Batalhão e para a segurança do próprio sistema de custódia’. No mesmo despacho, o ministro também indeferiu a entrada de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por estar sob investigação por suposta participação em organização criminosa e atentado violento ao Estado Democrático de Direito. Ambos estavam listados pela defesa de Bolsonaro como visitantes autorizados no presídio.
Os pedidos foram avaliados individualmente pelo Supremo, que considerou os antecedentes e as circunstâncias de cada solicitação. No entanto, apenas quatro nomes receberam permissão para visitar o ex-presidente. Foram autorizados os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Hélio Lopes (PL-RJ), o senador Wilder Morais (PL-GO) e o ex-secretário de Assuntos Fundiários do governo Bolsonaro, Luiz Antônio Nabhan Garcia.



