Obesidade infantil no Vale: um em cada três adolescentes acima do peso

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Avaliação do aumento da obesidade infantil no Vale e região: um em cada três adolescentes entre 10 e 19 anos enfrenta excesso de peso

Ao longo de uma década, o sobrepeso entre jovens de 10 a 19 anos aumentou 7,3%, atingindo cerca de 35 mil jovens na região, revela um levantamento exclusivo do DE.

A preocupação com o aumento da obesidade infantil está relacionada ao avanço de doenças como a diabetes, sendo um fator importante a ser considerado, como indicado por especialistas na área.

De acordo com um levantamento nacional baseado nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), um em cada três crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos apresenta excesso de peso no Vale do Paraíba e na região bragantina.

Em 2014, o percentual de jovens com excesso de peso na região era de 26,9%, representando 10.969 jovens. Já em 2024, esse número saltou para 34,2%, atingindo 35.103 jovens, seguindo uma tendência nacional alarmante.

O levantamento realizado pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do SUS (SISVAN) revela que, das 46 cidades da região, apenas três não apresentaram aumento no número de jovens com sobrepeso, obesidade ou obesidade grave nos últimos dez anos.

As cidades de Cachoeira Paulista, Paraibuna e Piquete foram as únicas a registrar uma queda no número de crianças e adolescentes com sobrepeso, embora ainda enfrentem percentuais alarmantes entre 28% e 32%.

Potim se destaca como a cidade da região com o maior percentual de jovens entre 10 e 19 anos com excesso de peso em 2024, atingindo 39%, enquanto Cunha apresentou o maior salto percentual, passando de 6,7% em 2014 para 37,8% em 2024.

Piquete, com 28,2% dos jovens acima do peso, é a cidade da região com o menor percentual de crianças e adolescentes enfrentando obesidade em 2024, embora ainda represente uma situação preocupante para a saúde pública.

Diante desse cenário alarmante, especialistas alertam que o excesso de peso na adolescência pode aumentar significativamente o risco de doenças cardíacas, diabetes e Acidente Vascular Cerebral (AVC), algumas das principais causas de mortalidade no país.

Os dados reunidos apontam que o aumento da obesidade infantil está relacionado ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados, bebidas adoçadas e embutidos, contribuindo para o agravamento da situação na região e no país como um todo.

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