Obra embargada na Bela Vista deve ser parcialmente demolida por infringir regras do Patrimônio Histórico em SP

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Obra embargada na Bela Vista deve ser parcialmente demolida por infringir regras
do Patrimônio Histórico, decide Prefeitura de SP

Construção na Rua dos Ingleses está parada há pelo menos um ano e terá de passar
por demolição parcial para se adequar às regras do bairro. Parte do prédio terá que ser demolida no Bixiga.

Moradores da Bela Vista convivem, há pelo menos um ano, com a presença de uma
obra embargada na Rua dos Ingleses. A prefeitura mandou interromper a construção
após denúncias de irregularidades feitas por vizinhos.

Segundo o que foi apurado, a obra já havia avançado até o sétimo andar,
considerando como referência a Rua Treze de Maio, e até o terceiro andar em
relação à Rua dos Ingleses. Nesse trecho do bairro, as construções não podem
ultrapassar um metro de altura acima do nível da calçada.

Após o embargo, a construtora apresentou um novo projeto com adequações, que foi
submetido aos órgãos de proteção ao patrimônio e aprovado. Para dar continuidade
à obra, no entanto, será necessária a demolição parcial do que já foi
construído.

Plantas obtidas pelo SP2 indicam que deverão ser demolidas as paredes laterais,
para criação de um recuo em relação aos imóveis vizinhos, além de pelo menos
três andares acima do limite permitido.

A decisão foi comemorada pela Associação dos Proprietários, Protetores e
Usuários de Imóveis Tombados (APPIT), que destacou que a restrição de altura na
região existe há mais de 100 anos. “O Morro dos Ingleses é um bairro antigo, tradicional aqui de São Paulo, e há
mais de 100 anos existe essa restrição de altura, não podia construir até um
metro da calçada. Por questões de segurança, alguns proprietários subiram um
pouquinho para poder colocar o automóvel, mas o que fez essa construtora,
colocou três andares, é um negócio absurdo”, afirmou Carlos Alberto Dabus Maluf,
vice-presidente da APPIT.

O SP2 mostrou a irregularidade em julho de 2024. Agora, os moradores aguardam o início da demolição e esperam que os transtornos
causados pela construção sejam reduzidos, incluindo problemas de segurança,
limpeza e uso indevido do espaço.

O aposentado Eduardo Panten disse que quanto antes a obra sair, melhor para
todos. “Naquele local que houve um recuo virou um sanitário público. É só
problema, só transtorno.” A prefeitura informou que não recebeu pedido para alvará de demolição parcial do
prédio até a última atualização desta reportagem.

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