Obras contra deslizamentos atrasam em Minas
Apenas duas das 14 obras de contenção de encostas previstas para Minas Gerais pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde 2012 foram iniciadas. Os projetos, que deveriam reduzir riscos de deslizamentos em 18 municípios, ficaram anos sem avançar.
Parte das obras poderia evitar tragédias como a que matou o menino Luigi de Jesus, de 5 anos, em Sabará, na Grande BH. Ele foi atingido pela queda de um muro de arrimo sobre a casa da família após uma forte chuva em dezembro de 2025. Os pais e dois irmãos da criança ficaram feridos. Segundo vizinhos, se a intervenção planejada para a Rua Zilda Caldeira de Oliveira tivesse sido executada, o desastre poderia ter sido evitado.
‘FALTA DE PRIORIZAÇÃO’
Para especialistas, falta priorização. A coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, afirma que investir em prevenção é mais barato e salva vidas.
Enquanto isso, moradores que vivem perto de encostas dizem conviver com medo sempre que chove.
O QUE DIZ O GOVERNO FEDERAL
O Ministério das Cidades informou que selecionou R$ 3,4 bilhões do Novo PAC, entre 2023 e 2025, para contenção de encostas e drenagem em Minas. Desse total, R$ 158 milhões são destinados à retomada dos 12 Termos de Compromisso assinados em 2012.




