Omar Aziz diz que a “onça vai pegar o macaco guariba”, sobre Bolsonaro

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), voltou a comparar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um macaco guariba. Na manhã desta segunda-feira (19), o senador foi chamado de “anta amazônica” pelo mandatário do país.

Em resposta aos ataques do presidente, Aziz pediu que Bolsonaro estude a fauna amazônica e defendeu que o chefe do Executivo federal “cada vez fala para menos pessoas”.

“Vocês acabaram de ver o vídeo do presidente naquele famoso cercadinho, que cada vez fica menor, cada vez fala pra menos e cada vez mais expele ódio nas pessoas”, disse, referindo-se ao vídeo gravado por apoiadores em que Bolsonaro compara o senador a uma “anta”.

De acordo com o Metrópoles. o presidente da CPI voltou a cobrar um gesto de solidariedade de Bolsonaro às vítimas da Covid-19 e rebateu as agressões: “O senhor não sabe o que é uma anta amazônica, mas quem trabalhou aqui e serviu aqui sabe, os valorosos militares que serviram na Amazônia sabem o que a anta significa pro meio ambiente”.

Na semana passada, em entrevista a um programa de televisão, Aziz comparou Bolsonaro ao “macaco guariba”. “Ele é um macaco guariba [que existe] aqui no Amazonas. O macaco guariba anda em bando na floresta, ele para se defender usa os orifícios, urina e defeca na onça, defeca pela boca”, disse.

Na ocasião, o presidente do colegiado ainda afirmou que Bolsonaro “é um bom motoqueiro e um péssimo presidente”.

“Ele é raso, pequeno, sem qualidade, não tem conteúdo nenhum. Ele não sabe debater. Você não vê do presidente nenhuma palavra de carinho, de afeto àqueles que perderam os familiares”, continuou.

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Indiciado, Bolsonaro diz que Moraes “faz tudo o que não diz a lei”

Após ser indiciado pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta na rede social X, nesta quinta-feira (21), trechos de sua entrevista ao portal de notícias Metrópoles. Na reportagem, ele informa que irá esperar o seu advogado para avaliar o indiciamento. 

“Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar”, disse o ex-presidente.

Bolsonaro também criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). “O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, criticou Bolsonaro.

Bolsonaro é um dos 37 indiciados no inquérito da Polícia Federal que apura a existência de uma organização criminosa acusada de atuar coordenadamente para evitar que o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, Geraldo Alckmin, assumissem o governo, em 2022, sucedendo ao então presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas últimas eleições presidenciais.

O relatório final da investigação já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin) Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Souza Braga Netto.

Na última terça-feira (19), a PF realizou uma operação para prender integrantes de uma organização criminosa responsável por planejar os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes.

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