Onda de queimaduras por caravelas-portuguesas no RS: mais de 500 casos em um único dia

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Caravelas-portuguesas causam mais de 500 queimaduras em um dia em praia do RS, o que gerou um pico de atendimento médico na Praia do Cassino, localizada em Rio Grande, no Sul do Brasil. Durante o feriado de Iemanjá, os guarda-vidas registraram 576 casos de pessoas que sofreram queimaduras por contato com esses organismos marinhos. No total, dez pessoas precisaram de atendimento, sendo nove em estado moderado, com destaque para o caso de uma menina de 12 anos que sofreu queimaduras no tórax.

A caravela-portuguesa pertence ao grupo dos cnidários, mesmo das águas-vivas, e é conhecida por ser mais agressiva, possuindo células urticantes que liberam um veneno neurotóxico. O contato com esse organismo pode causar lesões na pele extremamente doloridas e debilitantes, que podem levar semanas ou até meses para se recuperar. O professor de oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande, Renato Nagata, explicou que a presença dessas caravelas está relacionada a correntes marítimas e ventos que as empurram para a costa.

Apesar de não ser um ano com grande incidência de caravelas, o alto número de banhistas na praia resultou em mais acidentes. Ainda segundo Nagata, esses animais são mais tóxicos do que as águas-vivas comuns nas praias, o que aumenta o perigo para quem entra em contato com eles. A tendência é que a presença desses organismos se torne mais comum no Sul do Brasil devido às mudanças climáticas em curso.

Diante desse cenário, os guarda-vidas recomendam que as pessoas evitem tocar nas caravelas, mesmo que estejam encalhadas na areia da praia. Em caso de queimadura, a orientação é não esfregar a pele, remover os tentáculos presos com um objeto rígido e aplicar vinagre no local para neutralizar a toxina. Caso a vítima apresente sintomas graves, como febre, vômitos ou desmaio, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

O aumento da ocorrência de caravelas no Sul do Brasil está diretamente relacionado a fatores oceanográficos e meteorológicos. Embora sejam mais comuns em regiões tropicais, as mudanças climáticas podem fazer com que esses animais se aproximem de áreas subtropicais, como a região sul do país. Portanto, é importante estar ciente dos riscos e seguir as orientações dos profissionais para evitar acidentes e garantir a segurança nas praias.

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