O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo nesta terça-feira (23) para que os executivos do setor de inteligência artificial revelem a verdade sobre o custo ambiental dos data centers. Em seu discurso durante a Semana de Ação Climática de Londres, Guterres destacou que a falta de transparência nesse aspecto é prejudicial, afirmando: “Chega de custos ocultos. Se a IA deve ajudar a construir um futuro melhor, ela precisa ser honesta sobre o que nos custa hoje”.
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Neste contexto, o secretário-geral anunciou uma nova iniciativa de transparência ambiental na IA, exigindo que as grandes empresas do setor divulguem suas pegadas ambientais, incluindo as emissões de gases de efeito estufa e o consumo de recursos. Esta transparência é essencial para que as comunidades estejam cientes dos impactos que a tecnologia causa, já que é crescente a preocupação com a relação entre o aumento da temperatura global e o uso massivo de tecnologias digitais.
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Em seu discurso, Guterres ressaltou a relação entre a utilização de combustíveis fósseis e a atual onda de calor que afeta a Europa, onde temperaturas extremas têm sido registradas, com novos recordes previstos no Reino Unido e alertas emitidos em cidades italianas. Ele afirmou: “As comunidades muitas vezes são mantidas no escuro sobre o impacto ambiental da infraestrutura que se desenvolve ao seu lado”.
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Qual o diferencial da nova iniciativa de transparência?
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A iniciativa proposta pelo secretário-geral da ONU visa que as empresas do setor de IA tomem medidas concretas em relação ao seu impacto ambiental. O objetivo é que até o fim da década, as companhias se comprometam a operar com energia renovável. Como parte do plano, será solicitado que as gigantes do setor divulguem informações sobre seu uso de energia, água e a área ocupada por suas operações. Guterres observou que, se os data centers fossem considerados um país, seu consumo de energia os colocaria na 11ª posição do ranking global.
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O estudo da ONU divulgado recentemente aponta que os data centers devem consumir cerca de 448 terawatts-hora (TWh) de eletricidade até 2025. Este aumento no uso de energia acentua a necessidade de ações rápidas e efetivas, principalmente em um momento em que mudanças climáticas se tornam cada vez mais pronunciadas.
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As exigências de transparência e compromisso com a sustentabilidade visam colocar a indústria em um caminho mais responsável. A ação também busca criar um padrão dentro do setor, onde a responsabilidade ambiental não seja apenas uma opção, mas um requisito essencial para operações.
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Como a ONU relaciona clima e energia?
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Guterres conectou a crise climática à crise energética acentuada pela guerra no Oriente Médio, apontando os combustíveis fósseis como a raiz de ambos os problemas. Segundo ele, “o mundo está perigosamente atrasado” nas metas de redução de emissões de dióxido de carbono (CO₂). O apelo global à ação também inclui uma chamada para reduzir as emissões de metano, que é responsável por um grande percentual do aquecimento global.
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Com cerca de 60% das emissões de metano resultando da atividade humana, principalmente da agricultura e da energia, é vital que medidas sejam tomadas para mitigar seus impactos. Guterres propõe uma abordagem integrada que aborde todas as fontes de emissões, incluindo a energia que sustenta a infraestrutura digital.
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A luta contra as mudanças climáticas exigirá esforços conjuntos por parte de todos os setores, incluindo tecnologia, onde a responsabilidade está crescendo, especialmente em uma era em que a sustentabilidade se tornou um fator decisivo para consumidores e investidores.
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Quais os próximos passos para o setor de tecnologia?
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A implementação desta iniciativa de transparência será crucial não apenas para a reputação das grandes empresas, mas também para definir as diretrizes de operação em uma nova era de responsabilidade ambiental. Os impactos práticos para o usuário final estarão voltados, principalmente, ao aumento da consciência sobre as escolhas de consumo e a preferência por empresas que se comprometam com a sustentabilidade.
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Especialistas em tecnologia e meio ambiente já começam a avaliar como as mudanças nas práticas do setor poderão influenciar a eficiência energética e a maneira como as empresas se posicionam no mercado. O foco em energia renovável e na redução das emissões se torna um diferencial competitivo.
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Por fim, a disponibilidade de informações claras sobre o impacto ambiental será vital para acelerar a transformação do setor. Com o crescimento do interesse por inteligência artificial e novas tecnologias, espera-se que iniciativas semelhantes se multipliquem, leading to a more sustainable future for technology users around the globe.


