Operação da Polícia Civil de SP apreende apenas 10 carros de luxo em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

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De 257 carros de luxo bloqueados por uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apenas dez foram apreendidos. Entre os veículos apreendidos estão cinco Porsches e um Audi RS6. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não informou os motivos pelos quais os demais veículos deixaram de ser apreendidos.

A informação foi divulgada pela “Folha de S.Paulo” e confirmada pela DE com a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Em nota, a SSP informou que a primeira fase da Operação Falso Mercúrio foi concluída com a decretação de sete prisões preventivas. Dois dos investigados estão presos, e outros cinco seguem foragidos. “O inquérito prossegue sob sigilo para a localização dos demais suspeitos e o esclarecimento dos fatos”, informou a pasta.

A operação foi deflagrada em dezembro do ano passado e bloqueou também R$ 6 bilhões em contas bancárias. A pedido dos investigadores, a Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis e de três embarcações avaliados em quase R$ 20 milhões. Pelo menos 20 pessoas físicas e outras 37 jurídicas tiveram as contas bloqueadas. A ação mobilizou cerca de cem policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ao todo, foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão na capital e na Grande São Paulo.

Segundo as investigações, o grupo criminoso prestava serviços de lavagem de dinheiro ao PCC. Apesar de operar em favor da facção, funcionava como uma empresa independente, sem vínculo formal com organizações criminosas. O esquema recebia o dinheiro obtido por meio de crimes e distribuía os valores para 49 empresas de diferentes ramos — como padarias, lojas de veículos e fintechs — para dar aparência de legalidade às operações.

O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que duas dessas empresas transferiram dinheiro para Matheus Augusto de Castro Mota e Kauê do Amaral Coelho. Kauê, conhecido como “olheiro do PCC”, é suspeito de participação na execução do empresário Antônio Vinicius Gritzbach, morto no hangar de um aeroporto em São Paulo. De acordo com a polícia, foi ele quem alertou os atiradores sobre a chegada de Gritzbach. Na sequência, Matheus teria ajudado Kauê a fugir.

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