Operação da Polícia Civil mira tráfico, lavagem de dinheiro e receptação no Complexo do Chapadão
Ação da DRF identifica ramificações do Comando Vermelho até Teresópolis e mira estrutura financeira que sustenta crimes na Zona Norte do Rio. Agentes cumprem 51 mandados de busca e apreensão.
Armas e munições foram apreendidos em um carro no Complexo do Chapadão — Foto: Divulgação
A Polícia Civil do RJ iniciou, na manhã desta quarta-feira (14), uma operação contra o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e a receptação de cargas e veículos roubados por pessoas ligadas ao Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio.
A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) tenta cumprir 51 mandados de busca e apreensão no Rio e em Teresópolis, na Região Serrana.
Em um dos endereços, os agentes apreenderam um fuzil, granadas, grande quantidade de munição e coletes balísticos dentro de um carro, até a última atualização desta reportagem.
A investigação aponta que o Chapadão funciona como centro operacional de uma estrutura de crimes, responsável pelo tráfico de drogas, pela receptação de cargas e veículos roubados e pela movimentação do dinheiro ilegal.
De acordo com os investigadores, para dificultar o rastreamento da polícia, parte da logística da quadrilha é distribuída por outros municípios, em uma estratégia de descentralização.
Veja os vídeos que estão em alta no DE
DISPUTAS POR TERRITÓRIO AMPLIAM A VIOLÊNCIA
Nos últimos meses, o Complexo do Chapadão tem registrado episódios de instabilidade por causa de confrontos entre facções rivais.
De acordo com a Polícia Civil, esse cenário acirrado contribui para que o CV diversifique suas atividades criminosas e mantenha fontes de renda contínuas — especialmente por meio da lavagem de dinheiro e da ocultação de bens.
Os investigadores identificaram que a facção utiliza laranjas, contas de terceiros e movimentações financeiras suspeitas para mascarar a origem do dinheiro obtido com roubos de carga, clonagem de veículos e venda de drogas.
Esse fluxo financeiro seria essencial para sustentar a compra de armas, abastecimento de fuzis e manutenção da estrutura armada do tráfico.
“A investigação demonstrou que o crime organizado atua de forma descentralizada, explorando disputas territoriais e utilizando diferentes municípios para sustentar sua logística e ocultar bens e valores”, destacou o delegado titular da DRF, Thiago Neves Bezerra.
“O foco da Polícia Civil é atingir toda essa estrutura, reduzindo os impactos da violência sobre a população”, acrescentou.




