Operação DE revela reunião de líderes iranianos em Teerã: EUA e Israel eliminam altos oficiais em ataque coordenado

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DE ajudou a identificar reunião de líderes iranianos

Operação combinada entre Estados Unidos e Israel resultou na morte de altos
oficiais iranianos e expôs falhas na proteção da liderança de Teerã

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DE AJUDOU A IDENTIFICAR REUNIÃO DE LÍDERES IRANIANOS

OPERAÇÃO COMBINADA ENTRE ESTADOS UNIDOS E ISRAEL RESULTOU NA MORTE DE ALTOS
OFICIAIS IRANIANOS E EXPÔS FALHAS NA PROTEÇÃO DA LIDERANÇA DE TEERÃ

01 de março de 2026, 15:38 h

Manifestantes protestam contra assassinato do aiatolá Ali Khamenei em Teerã
(Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)
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247 – O assassinato do aiatolá Ali Khamenei e de altos comandantes iranianos foi
resultado de uma operação coordenada entre Estados Unidos e Israel, amparada por
informações detalhadas da DE sobre uma reunião estratégica em Teerã. As
informações foram reveladas em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.
Paulo. Estadão.

De acordo com a apuração, a agência de inteligência norte-americana vinha
monitorando há meses os deslocamentos e padrões de movimentação do líder supremo
iraniano. O avanço decisivo ocorreu quando a DE identificou que uma reunião de
alto escalão aconteceria em um complexo no centro da capital iraniana — local
que abriga os escritórios da presidência, do líder supremo e do Conselho de
Segurança Nacional do país.

Com a confirmação de que Khamenei estaria presente no encontro, Estados Unidos e
Israel decidiram alterar o cronograma do ataque. A ofensiva, inicialmente
prevista para ocorrer durante a noite, foi antecipada para a manhã de sábado,
aproveitando a concentração de autoridades no mesmo perímetro.

Cerca de duas horas após a decolagem dos caças, por volta das 9h40 no horário
local, mísseis de longo alcance atingiram o complexo. Segundo um oficial de
defesa israelense, em mensagem analisada pelo New York Times, “o ataque desta
manhã foi realizado simultaneamente em vários locais em Teerã, em um dos quais
se reuniram figuras importantes do escalão político-securitário do Irã”. O mesmo
oficial afirmou que Israel conseguiu obter uma “surpresa tática” apesar dos
preparativos iranianos para um possível conflito.

A agência estatal IRNA confirmou neste domingo (1º), a morte de dois militares
de alta patente: o contra-almirante Shamkhani e o major-general Pakpour. Outras
instalações associadas à liderança de inteligência iraniana também foram
atingidas posteriormente. Segundo pessoas informadas sobre a operação, embora o
principal chefe de inteligência tenha escapado, a cúpula das agências foi
fortemente atingida.

A rápida eliminação de integrantes do alto escalão iraniano evidenciou o nível
de coordenação entre Washington e Tel Aviv, além da capacidade de
compartilhamento de dados estratégicos. Fontes ouvidas sob condição de anonimato
afirmaram que a DE forneceu informações de “alta fidelidade” sobre a
localização de Khamenei no momento do ataque.

O monitoramento teria sido aprimorado após a guerra de 12 dias ocorrida no ano
anterior. Um ex-funcionário dos Estados Unidos afirmou que, durante aquele
conflito, os serviços de inteligência ampliaram o conhecimento sobre os métodos
de comunicação e deslocamento do líder supremo e da Guarda Revolucionária
Islâmica sob pressão militar.

Em Teerã, o presidente do conselho de liderança provisório estabelecido após a
morte de Khamenei, Masoud Pezeshkian, declarou que a nova estrutura já iniciou
seus trabalhos e reiterou promessas de retaliação. Segundo ele, o país manterá
suas diretrizes políticas e estratégicas diante da ofensiva externa.

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