Dupla foi presa na região de Sorocaba em uma operação que investiga um esquema de furto de petróleo em um haras localizado no Rio de Janeiro. A Operação Haras do Crime executou três mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Um dos suspeitos detidos residia em Sorocaba enquanto o outro em Mairinque (SP).
Na região de Sorocaba, a Operação Haras do Crime cumpriu três mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Um dos suspeitos presos morava em Sorocaba e o outro em Mairinque (SP).
Duas pessoas foram detidas nesta quinta-feira (22), na região de Sorocaba (SP), durante uma operação conduzida pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro. A investigação visa desvendar o furto de petróleo por meio de perfurações clandestinas nos oleodutos da Transpetro que atravessam uma propriedade rural em Guapimirim, localizada na Baixada Fluminense.
Segundo as apurações, as perfurações eram realizadas dentro de um haras, e os investigados, presos na região de Sorocaba, eram responsáveis pelo transporte do petróleo em caminhões-tanque pelas rodovias interestaduais. O prejuízo causado pelos desvios ultrapassa a marca de R$ 6 milhões.
Ao todo, sete pessoas foram presas durante a operação. Os suspeitos foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Sorocaba. Os mandados de prisão e busca foram cumpridos por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).
“A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil.
O grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e atuação em várias regiões do país. As investigações identificaram um “ciclo criminoso integrado” que começava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal, seguida pelo carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque que seguiam rotas interestaduais.




