Preso em São Paulo liderava quadrilha que furtava combustíveis de dutos da Transpetro e era alvo de recompensa da polícia
Davison Luiz Senhorine, de 42 anos, já havia sido preso em 2022 pelo mesmo crime. A Operação Haras cumpriu 13 mandados de prisão e 16 de busca em seis estados.
Operação contra furto de combustíveis de dutos no Rio de Janeiro prende suspeito em Ribeirão Preto
O homem de 42 anos preso nesta quinta-feira (22) em Ribeirão Preto (SP) durante a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo via perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro que passam por uma fazenda de Guapimirim (RJ), na Baixada Fluminense, atuava como um dos líderes da quadrilha, informou a Polícia Civil.
O suspeito é Davison Luiz Senhorini, que foi encontrado na casa da namorada, no bairro Ribeirânia. Davison já havia sido preso em 2022 pelo mesmo crime, mas atualmente era considerado foragido.
Inclusive, a polícia oferecia uma recompensa de R$ 2 mil para quem passasse informações sobre o paradeiro dele. Quando foi preso pela primeira vez, a polícia chegou a apontar que Senhorine tinha uma vida de alto padrão.
“Em 2022, as investigações no Rio de Janeiro apontavam ele como sendo um braço financeiro dessa organização criminosa voltada para subtração de petróleo. Agora, nesta operação de 2026, ele é apontado pela equipe de investigação como sendo também uma das lideranças dessa organização criminosa”, afirma o delegado Diógenes Santiago de Netto, da Polícia Civil de Ribeirão Preto.
A defesa do suspeito não havia sido localizada até a última atualização desta reportagem. A Polícia oferecia recompensa para quem passasse informações sobre Davison Luiz Senhorine, de 42 anos, preso nesta quinta-feira (22) em operação contra furto de combustíveis de dutos da Transpetro — Foto: Reprodução
As investigações apontam que as perfurações ocorriam no interior da fazenda da família Garcia, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas.
Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade. O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Ainda de acordo com as apurações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual.
A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadas.
Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
“A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil. Aumento de furtos
Na semana passada, a Transpetro já havia feito um alerta para o aumento dos casos de furto de combustíveis em dutos, após seis anos de queda. Em 2025, foram registradas 31 ocorrências entre furtos e tentativas de furto em dutos operados pela companhia, ante 25 casos em 2024. O estado de São Paulo concentrou 70% dos casos no ano passado. A Transpetro opera uma malha de cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos em todas as regiões do país. Galpão onde os combustíveis furtados eram armazenados — Foto: Reprodução/TV Globo
Veja mais notícias da região no DE Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: TUDO SOBRE RIBEIRÃO PRETO, FRANCA E REGIÃO
50 vídeos




