Operação Hicsos desarticula quadrilha especializada em roubos de carga em Goiás e DF

Uma força-tarefa integrada pela Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar de Goiás (PM) deflagrou, na madrugada de hoje (22), a Operação Hicsos.

O objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa especializada no roubo de cargas de alto valor. O nome da operação é uma referência ao povo que invadiu a região oriental do Delta do Nilo, conhecidos, no mundo antigo, como saqueadores e ladrões.

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram

Os 350 policias que integram a operação cumpriram 82 mandados judiciais, sendo 37 mandados de prisão preventiva, 14 de condução coercitiva e 31 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade e outros cinco municípios goianos, além do Distrito Federal.

LEIA TAMBÉM

• Torres nega vazamento de informações sobre operação da PF a Bolsonaro• Corpo do jornalista inglês Dom Phillips será cremado neste domingo (26) • Solto, pastor envolvido em escândalo do MEC alega “guerra contra evangelho”

De acordo com a força-tarefa, a investigação apontou um esquema de roubo de carga financiado por empresários de inúmeros ramos do comércio, que vão desde postos de combustíveis até supermercados e distribuidoras de alimentos e bebidas. Os financiadores pagavam em torno de 50% do valor da carga aos criminosos, que depois era vendida em estabelecimentos comerciais como se fosse mercadoria legalmente adquirida.

A PRF informou que a organização criminosa armava falsas barreiras, se utilizando de coletes de fiscalização e de veículos equipados com sirenes e giroflexos. O grupo avaliava a carga de cada caminhão parado e, quando deparava com uma carga de alto valor, anunciava o assalto. Na fuga, os suspeitos utilizam equipamentos de alta tecnologia para evitar o rastreamento do veículo.

Os investigadores apontam que a quadrilha era responsável por uma média de 25 roubos por mês, com valores de, aproximadamente, R$ 30 milhões. Segundo a força-tarefa, o dinheiro era utilizado para abastecer outras atividades criminosas, como tráfico de drogas e armas e roubos a banco.

Os suspeitos responderão pelos crimes de roubo qualificado, cárcere privado, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e receptação.

Tags: