Alvo na BA de operação contra Fernando Bezerra Coelho é parente do ex-senador e
recebeu quase R$ 190 milhões em suposto esquema
Uma ação está sendo realizada para combater uma organização criminosa que é acusada de movimentar um esquema fraudulento em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-senador e seus filhos estão sob investigação. A Polícia Federal está focando em desvios de emendas parlamentares na Bahia. O alvo em Salvador da operação que ocorreu contra o ex-senador Fernando Bezerra Coelho é um parente dele e proprietário de uma construtora que recebeu quase R$ 190 milhões em repasses.
O homem investigado na Bahia foi identificado como Pedro Garcez de Souza. Ele teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência, em um condomínio de luxo no Horto Florestal, bairro nobre da capital baiana, e na sede da sua empresa, a Liga Engenharia LTDA. A Operação Vassalos foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A decisão faz menção à “meteórica ascensão da preferência municipal” por uma única empresa, a do investigado.
Os valores pagos estão disponíveis no portal “Tome Conta” do Tribunal de Contas de Pernambuco, onde é possível verificar uma lista dos maiores destinatários de recursos de Petrolina. Em 2017, a Liga Engenharia LTDA recebeu uma quantia superior a R$ 1,3 milhão. Esse valor evoluiu para mais de R$ 55 milhões em 2024 de acordo com as informações obtidas. As investigações apontam que agentes públicos e empresários se uniram para desviar bilhões de reais provenientes de emendas parlamentares enviadas por deputados e senadores para suas bases eleitorais.
Durante o cumprimento dos mandados em cinco estados, incluindo Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal, a polícia apreendeu dinheiro em espécie, uma coleção de relógios e um carro de luxo. O conteúdo do material encontrado em Salvador não foi detalhado. Ao tentar entrar em contato com a defesa de Pedro Garcez de Souza e da Liga Engenharia, a equipe de reportagem não obteve sucesso. Os advogados de Fernando Bezerra Coelho e seus filhos afirmaram que se posicionarão após terem acesso aos autos do processo. A procuradoria-geral de Petrolina declarou que não está ciente das justificativas para a ação da Polícia Federal.
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