Um grupo de baianos residentes em Brasília (DF) foi alvo de uma operação nesta terça-feira (2) devido à suspeita de criarem um perfil falso em uma rede social para difamar seus conterrâneos do município de Barra, localizado no oeste da Bahia. A Polícia Civil (PC) informou que os ataques difamatórios ocorreram entre setembro e outubro do ano passado, atingindo comerciantes, policiais e políticos que atuam na região.
As investigações tiveram início após as vítimas registrarem boletins de ocorrência. Inicialmente, a polícia não tinha conhecimento de que as postagens difamatórias estavam sendo feitas fora do estado, somente após a investigação foi possível identificar a localização dos responsáveis pelo perfil falso em Brasília.
Os suspeitos, que não tiveram seus nomes divulgados, são originários de Barra, embora não sejam parentes, eles se conhecem e possuem familiares na região. Recentemente, mudaram-se para a capital do país. O comando da operação foi realizado pela polícia baiana em colaboração com as autoridades do Distrito Federal, resultando no cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços relacionados aos suspeitos.
O delegado Jenivaldo Rodrigues destacou que os celulares utilizados para efetuar as postagens difamatórias foram apreendidos durante a operação. Agora, os policiais procuram identificar outras pessoas envolvidas no crime. Há indícios de que outras pessoas tenham compartilhado ou comentado o conteúdo desse perfil falso, o que levou as autoridades a expandirem a investigação para capturar outros possíveis envolvidos no caso.
A ação criminosa de criar um perfil falso para difamar moradores de uma cidade baiana revela a gravidade e o impacto negativo que as fake news podem causar na vida das pessoas. A colaboração entre as polícias da Bahia e Brasília foi fundamental para desarticular esse grupo de criminosos virtuais e trazer justiça às vítimas afetadas pelas difamações. O trabalho conjunto das autoridades é essencial para combater crimes cibernéticos e proteger a sociedade contra esse tipo de violação.