A Operação Pretorianos 2, conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), está desencadeando nova fase de investigação. Desta vez, o foco está na participação de policiais na segurança armada do contraventor Rogério Andrade. Nesta quinta-feira (29), promotores estão cumprindo três mandados de prisão, incluindo o de Rogério, que já está encarcerado por outro processo, relativo à morte do rival Fernando Iggnácio. A ação envolve também a prisão de policiais militares aposentados.
Na primeira etapa da Operação Pretorianos, realizada em 2024, 18 policiais foram detidos. Rogério Andrade, conhecido como o maior bicheiro do Rio, está sob custódia desde outubro de 2024, por suposto envolvimento na morte de Fernando Iggnácio. O contraventor, que é patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, encontra-se preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS).
Fernando Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado em novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Após a morte de Castor, em 1997, Rogério Andrade, sobrinho do contraventor, passou a disputar o controle do império com o filho de Castor, Paulinho, e com Iggnácio. A disputa entre os três resultou em diversas mortes e a ascensão de Rogério no comando do negócio.
A ação policial da Operação Pretorianos culminou na prisão de 18 suspeitos, assim como na realização de mandados de busca e apreensão. O Gaeco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da Secretaria de Administração Penitenciária, conduziu as investigações que levaram a denúncia de 31 indivíduos por organização criminosa. Os suspeitos eram conhecidos como os “Vampiros” e atuavam para proteger o contraventor, monitorando agentes públicos e interferindo nas operações policiais.
As provas obtidas indicam que o grupo também estava envolvido em disputas territoriais relacionadas ao jogo do bicho. A análise do celular de Márcio Garcia da Silva, conhecido como Mug, revelou parte do esquema criminoso. Conversas interceptadas indicam a simulação de ações policiais como forma de manter a aparência de combate ao crime, sem afetar de fato as atividades ilegais do grupo. Registros de monitoramento de agentes públicos e veículos próximos à residência de Rogério Andrade também foram mencionados na denúncia.




