A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quarta-feira (8) mais uma fase da Operação Rastreio, contra a cadeia criminosa de roubo e furto de celulares e a receptação desses materiais. Desta vez, o alvo é uma quadrilha que tinha até uma loja física para vender os aparelhos.
Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) saíram para cumprir 15 mandados de busca e apreensão.
As investigações apontam que o grupo estruturou um esquema para “esquentar” telefones roubados, furtados ou provenientes de descaminho. Os alvos utilizavam empresas de fachada para dar aparência de legalidade às vendas.
LOJA E NOTAS FISCAIS
A organização mantinha uma loja física na região da Taquara, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e atuava nas redes sociais, onde anunciava os produtos com aparência de procedência regular e preços abaixo dos de mercado.
Ainda segundo a polícia, os investigados utilizavam um mecanismo financeiro para dificultar o rastreamento das transações. Notas fiscais eram emitidas em nome de outras empresas, muitas vezes inexistentes ou registradas em municípios diferentes, como Itaboraí e Duque de Caxias.
Os pagamentos eram direcionados para contas de laranjas, criando uma cadeia de transações que dificultava a identificação da origem do dinheiro.
A polícia afirma que o esquema gera prejuízo aos consumidores, que podem ter problemas ao acionar garantias ou seguros, já que os documentos fiscais eram inválidos.
Nesta quarta, as diligências buscam apreender equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam auxiliar nas investigações, além de recuperar aparelhos subtraídos.
Desde o início da Operação Rastreio, em maio do ano passado, mais de 13,3 mil celulares foram recuperados no estado, segundo a Polícia Civil. Desse total, cerca de 6 mil aparelhos foram devolvidos aos proprietários. Ainda de acordo com a corporação, mais de 880 pessoas já foram presas em ações relacionadas à operação.
Operação Rastreio: ação contra quadrilha especializada em roubo e furto de celulares
A Operação Rastreio, deflagrada pela Polícia Civil do RJ, tem como objetivo desarticular organizações criminosas responsáveis por roubos e furtos de celulares, bem como pela receptação e comércio ilegal desses aparelhos. A ação visa combater o mercado ilegal de telefones móveis, que movimenta milhões de reais e prejudica não apenas os consumidores, mas também a economia do estado.
Os policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) se dedicam a desvendar esquemas sofisticados montados por quadrilhas especializadas, que atuam de forma articulada em diversos pontos da região metropolitana. A utilização de lojas físicas, perfis em redes sociais e contas de laranjas para encobrir as atividades criminosas é uma das principais estratégias desses grupos, que buscam lucrar com a venda de aparelhos roubados.
Ao longo das fases da Operação Rastreio, a polícia tem conseguido desmantelar diversas quadrilhas e recuperar milhares de celulares, contribuindo para a redução dos índices de roubo e furto no estado. A atuação conjunta das forças de segurança tem sido fundamental para o sucesso das operações e para a prisão dos envolvidos nos crimes.
A importância do combate ao comércio ilegal de celulares
O comércio ilegal de celulares representa uma ameaça não apenas para a segurança dos cidadãos, mas também para a economia do estado. Além do prejuízo direto causado aos consumidores que adquirem aparelhos de origem duvidosa, a atuação dessas quadrilhas impacta negativamente o mercado formal de telefonia, gerando concorrência desleal e sonegação fiscal.
A perda de receitas por parte das empresas legalizadas, que cumprem com todas as obrigações tributárias e trabalhistas, é um dos reflexos mais significativos desse comércio ilegal. Além disso, a circulação de aparelhos roubados e furtados contribui para a manutenção de redes criminosas que atuam em diversos setores da economia informal.
O trabalho de investigação e repressão realizado pela Polícia Civil do RJ é essencial para coibir essas práticas ilegais e garantir a segurança dos consumidores e a regularidade do mercado de telefonia móvel. A parceria com as demais instituições de segurança e o apoio da população são fundamentais para o sucesso das operações e a redução da criminalidade.


