Operação Ruptura: PF prende cinco suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Amazonas
No Amazonas, a “Operação Ruptura” resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação da Polícia Federal é uma tentativa de desarticular um grupo criminoso atuante na região. Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias digitais e documentos que serão submetidos à perícia para análise.
A ação policial também incluiu a cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Além das prisões realizadas, quatro mandados de prisão foram efetuados, sendo que, em Santo Antônio do Içá, uma pessoa foi detida em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A operação visa combater ativamente as atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas na região.
Segundo informações da Polícia Federal, a “Operação Ruptura” é um desdobramento da Operação Linhagem. Os suspeitos presos eram responsáveis por diversas funções dentro da organização criminosa, como negociação de entorpecentes, logística, fornecimento de drogas e utilização de empresas de fachada para ocultar transações de lavagem de dinheiro. O grupo atuava principalmente no tráfico de cocaína e maconha skunk, com foco nos municípios de Santo Antônio do Içá, Tonantins e Manaus.
As ações criminosas não se limitavam apenas ao tráfico de drogas, mas também envolviam mecanismos de cooptação regional para facilitar a circulação dos ilícitos. Além disso, a organização utilizava rotas fluviais para o transporte das substâncias. A PF destacou a importância de investigar e desmantelar essas redes de criminalidade que atuam de forma tão abrangente no interior do Amazonas.
Em 2025, a Operação Linhagem resultou em 12 mandados de prisão, 30 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão domiciliar. A investigação revelou que o esquema criminoso utilizava postos de gasolina e empresas de embarcação para a lavagem de dinheiro, movimentando milhões em valores ilícitos. A organização ainda utilizava laranjas, inclusive familiares e funcionários, para movimentar os recursos, chegando ao ponto de financiar campanhas políticas.
Os envolvidos no esquema incluíam membros de uma mesma família, com um pai, três filhos e as esposas, além de ex-vereadores, policiais civis e ex-servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas. A Polícia Federal está comprometida em combater ativamente essas organizações criminosas que buscam se infiltrar em estruturas institucionais para sustentar suas atividades ilícitas.




