Uma operação policial contra os crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro prendeu 11 pessoas e cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná. O grupo criminoso movimentou mais de R$ 90 milhões, segundo a Polícia Civil, que deflagrou a Operação Teia na manhã da sexta-feira (13).
As investigações tiveram início em setembro de 2022, logo após a prisão de alguns indivíduos da cidade de Toritama, com armas de fogo, drogas e veículos roubados. Logo em seguida, desencadeou a apreensão de mais de duas toneladas de maconha no Sertão pernambucano. Foi instaurado um inquérito policial e foram expedidos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. “Conseguimos capturar 11 elementos”, disse o delegado José Eymard.
Em Pernambuco, os mandados foram cumpridos em dez cidades. Os nomes e as idades dos presos não foram divulgados pela Polícia Civil.
Delegado fala sobre detalhes da operação
O chefe da organização criminosa foi preso num condomínio de alto padrão em João Pessoa com três armas de fogo, munições e carro de luxo. A operação resultou na prisão de outras dez pessoas e na apreensão de celulares, além da autorização de um bloqueio judicial de mais de R$ 90 milhões. Essa movimentação foi realizada pelos 16 integrantes da quadrilha que são investigados. A maior parte dos presos atuava na movimentação financeira do tráfico de drogas.
Lavagem de dinheiro em foco
Um dos alvos da operação, que foi preso em Sergipe, movimentou cerca de R$ 16 milhões. “Morava numa casa simples, tinha uma empresa de fachada que não movimentava pequenas quantias, então ficou evidente de que se tratava de lavar dinheiro, até porque quase todos os envolvidos que estavam movimentando dinheiro eram presidiários, ex-presidiários ou visitantes de presidiários”, disse o delegado.
Ainda segundo José Eymard, a operação foi chamada Teia porque, nas investigações financeiras, os policiais encontraram uma ramificação e interligação entre vários integrantes da quadrilha.
Repercussões da operação
As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, contando com o apoio operacional da Polícia Civil dos outros estados onde a operação foi realizada.



