Homeschooling: a extinção das roupas sujas!

Por Professor Eder Machado

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Quem somos? É uma pergunta interessante, para uma reflexão profunda e com uma resposta certeira.

Somos o produto de grandes interações sociais, psicológicas e observacionais, em um processo natural de envolvimento e desenvolvimento coletivo, bastante relevante para o meio em que vivemos. Resumindo, somos o produto da nossa socialização! Isto é o alicerce da nossa vida, formada por fases e por etapas naturais e fundamentais, decisivas para a formação do nosso caráter, da nossa personalidade e das nossas virtudes.

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Grandes e renomados autores, referências sobre a forma de educar que aprendemos, descrevem de forma quase “injuntiva” como devemos formar as nossas crianças, por meio de ações socioafetivas, socioeducativas, interacionistas e libertadoras, esta última no seu sentido mais profundo e com todos os seus significados.

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Ir à escola é o direito da criança de aprender com diversas experiências, culturas, elevar as interações e a brincadeira no seu mais alto nível de conexões sinápticas e desenvolver a imaginação para a formação do ser. Na escola até as “briguinhas” fazem parte do crescimento.

Não é prudente que possamos pensar que os próprios pais ou um outro profissional possa educar crianças em casa, invertendo papeis e gerando indiferenças inimagináveis, privando-os de estar no dia a dia com os seus pares, observando, vivendo, absorvendo, recebendo e doando vida e aprendizado. Também não é prudente alimentarmos o egoísmo e o individualismo em nossas crianças, plantando algo que certamente terá frutos apodrecidos. Não é nem razoável que possamos cercear o futuro à grandes dúvidas.

Assim como o homeschooling e o home office são adubos para as doenças psíquicas, como a fobia e o pânico social, por exemplo, penso que não devemos tentar reinventar a roda, apenas investir sem freios no que já existe, aperfeiçoando sem limites para melhorar, baseando-se sempre no aprofundamento científico e nas grandes discussões.

Devemos pensar e repensar sobre o que queremos para o amanhã, um abraço caloroso ou uma frieza tatuada em nossa personalidade? O bate-papo diário descontraído ou a extinção de um simples bom dia? Não podemos viver sem as mãos e as roupas sujas de tintas, do cheirinho de suor, fruto das brincadeiras no recreio, e das enormes, engraçadas e fantasiosas histórias e momentos vividos em coletividade.

O nosso futuro é uma criança interagindo e brincando, se sujando no meio dos seus, para se cansar e dormir profundamente enquanto os seus neurônios e neurotransmissores agem para organizar toda a bagunça realizada, sonhada e discutida em um ambiente escolar, algo essencial para formar pessoas boas e capazes para viver em sociedade.