A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou descontentamento em relação ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao petista. O Partido Novo anunciou sua intenção de solicitar à Justiça Eleitoral a inelegibilidade do ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou contra Lula, afirmando que ele utiliza recursos públicos ‘para fazer campanha antecipada para si mesmo’. Em suas redes sociais, Flávio destacou que a situação representa um ‘crime’ e criticou o uso de dinheiro arrecadado em benefício do ex-presidente.
O Partido Novo e seu presidente confirmaram que vão buscar a condenação de Lula na Justiça Eleitoral, enfatizando que o desfile configurou uma propaganda em prol do ex-presidente financiada com recursos públicos. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também censurou a homenagem, salientando que a cultura não deve se envolver com a política. O senador e ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR) ironizou o desfile, vinculando-o à operação Lava Jato e descrevendo o evento como um ‘espetáculo de abuso de poder’.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou indiretamente o desfile com a reunião que levou à inelegibilidade de Bolsonaro no TSE, sugerindo que, em situação semelhante, o presidente estaria preso e o partido enfrentaria medidas severas. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) questionou a atuação do Supremo Tribunal Federal, insinuando que o órgão teria adotado uma postura diferente se a homenagem fosse direcionada a Jair Bolsonaro. O cenário gerou controvérsia e discussões acirradas nas redes sociais, refletindo a polarização política do país.




