Orgulho LGBT: HGG faz mutirão de cirurgias

Eduardo Araújo, um dos contemplados com cirurgia de mastectomia no mutirão da unidade (Foto e texto: Suzana Meira

Na semana do Orgulho LGBTQIAPN+, o Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) realizou mutirão de cirurgias plásticas para pacientes do Serviço Transexualizador – Ambulatório TX da unidade do Governo de Goiás.

Os procedimentos começaram na terça-feira (25/6), e foram encerrados na sexta-feira (28/6), contemplando um total de 12 pacientes. Foram oito mastectomias para homens trans e quatro mamoplastias com colocação de prótese mamária para mulheres trans.

MUTIRÃO DE CIRURGIAS

Entre os beneficiados, o jovem Eduardo Araújo. Com o mutirão, o paciente pôde, finalmente, realizar a sonhada mastectomia.

“O HGG é um lugar de transformação. É um lugar acolhedor, é uma família para mim. Eu me sinto realizado, conquistei meu maior sonho. Fiz a minha cirurgia libertadora. Agora eu posso ir pra cachoeira sem camisa”, afirmou.

A ação contribui para a redução da espera para essas cirurgias. Atualmente, 37 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aguardam pelo procedimento de mamoplastias e outros 35, para as mastectomias.

“Queremos trazer celeridade aos atendimentos, e a nossa força-tarefa é realizada com o intuito de ajudar esses pacientes. Nos unimos em prol dessa causa e dessa comunidade, pois sabemos a importância dessas mudanças na vida de cada um”, destacou o coordenador do Serviço Transexualizador do HGG, médico João Lino.

Segundo o diretor técnico do HGG, Guilherme Carvalho de Sousa, a unidade, conhecida também por ser um hospital-escola, ofertará, por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa (Direp) e da Chefia do Serviço de Transexualidade e Intersexo da unidade, o Programa de Treinamento Avançado em Cirurgias Genitais em Transexuais Femininos.

“A unidade vai abrir vagas ainda este ano para o treinamento de equipe médica, para cirurgias genitais e também para cirurgias de mama, aumentando o número de profissionais disponíveis no mercado e ampliando a oferta de serviço de saúde para a população transexual”, pontuou.

AMBULATÓRIO TX

O Serviço Transexualizador – Ambulatório TX do HGG foi criado em 2017. O projeto, exclusivo da unidade, tem como objetivo oferecer atendimento e acompanhamento médico e multiprofissional a transexuais, travestis e outras identidades de gênero.

Com o serviço, o hospital estabelece uma rede de cuidados para esses pacientes, seguindo as normatizações do Ministério da Saúde nas especialidades de ginecologia, endocrinologia, cirurgia plástica, psiquiatria, urologia, psicologia e fonoaudiologia.

Na parte ambulatorial, são realizadas ações de acompanhamento clínico e hormonioterapia, destinados a promover atenção especializada no processo transexualizador.

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Câncer de pele: Como identificar manchas perigosas e prevenir o risco

A gerente de enfermagem Renata vivenciou uma experiência que transformou sua perspectiva sobre cuidados com a saúde. Após ter sido orientada a realizar acompanhamento médico anual devido a uma lesão pré-cancerígena, ela negligenciou a recomendação. Anos depois, uma consulta devido a uma mancha no rosto a fez descobrir um melanoma em estágio inicial, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele. A detecção precoce e remoção rápida garantiram um desfecho positivo.

O caso de Renata ressalta a importância do diagnóstico precoce no câncer de pele, a forma de tumor mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O melanoma, em particular, é o tipo mais raro e agressivo, e o diagnóstico rápido pode ser decisivo para a cura. Marina Sahade, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, destaca os principais sinais de alerta, como mudanças na cor, tamanho e textura de pintas ou manchas, além do aparecimento de sangramento ou coceira.

Como identificar manchas suspeitas? A dermatologista Luísa Juliatto, do Alta Diagnósticos, orienta que é preciso ficar atento a pintas novas, em crescimento, com cores variadas ou formas irregulares. Também é importante observar pintas antigas que apresentem alterações. Feridas que não cicatrizam, sangramento, dor ou crescimento rápido de uma lesão também são sinais que demandam atenção médica. Para confirmar se a mancha é cancerígena, exames como dermatoscopia e ultrassom dermatológico podem ser necessários. Quando há suspeita, a biópsia de pele é essencial para o diagnóstico final.

Juliatto recomenda consultas dermatológicas anuais, especialmente se não houver histórico de câncer na família. Caso contrário, é importante um acompanhamento mais próximo com o especialista.

Quais manchas não são perigosas? Nem todas as manchas na pele são preocupantes. Manchas solares, sardas (efélides), ceratoses seborreicas e melasma geralmente não são sinais de câncer. Além disso, os nevos comuns, conhecidos como pintas benignas, também não são motivo de alarme.

Fatores de risco e prevenção A exposição solar excessiva e repetitiva, especialmente durante a infância e adolescência, é o principal fator de risco para o câncer de pele. Pessoas com pele clara, olhos e cabelos claros, ou com histórico familiar de câncer de pele, têm maior predisposição à doença. No entanto, é importante ressaltar que até pessoas negras podem ser afetadas.

No caso de Renata, a pele clara e o histórico familiar de câncer de pele de seu pai contribuíram para o desenvolvimento do melanoma. Após o diagnóstico, ela passou a adotar medidas rigorosas para proteger sua pele, como o uso diário de bloqueador solar e roupas especiais de proteção UV, além de evitar a exposição ao sol nos horários de pico.

Para prevenir o câncer de pele, a dermatologista recomenda:

  • Aplicar protetor solar com FPS mínimo de 30 a cada duas horas;
  • Evitar exposição solar entre 10h e 15h;
  • Utilizar barreiras físicas, como roupas com tratamento UV, boné, óculos de sol e guarda-sol.

Essas precauções são essenciais para reduzir o risco de câncer de pele e garantir uma rotina de cuidados adequados com a saúde da pele.

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