Carnaval de BH: de onde vem dinheiro para colocar festa para mais de 6 milhões de foliões na rua
Prefeitura, estado e empresas privadas financiam a folia, mas blocos de rua ainda precisam buscar recursos próprios para conseguirem desfilar.
Mais de 6 milhões de foliões, 612 blocos de rua, 660 desfiles e previsão de impacto econômico de R$ 1 bilhão. Os números do carnaval de Belo Horizonte ficam mais vultosos a cada ano. A cidade já se consolidou como um dos principais destinos da folia no país.
Mas, afinal, de onde vem o dinheiro para colocar uma festa desse tamanho na rua?
Neste ano, o maior aporte veio dos cofres da prefeitura: R$ 28 milhões. O município chegou a publicar um edital, em setembro passado, em busca de R$ 21 milhões de patrocinadores privados. O prazo para a apresentação de propostas foi prorrogado mais de uma vez, mas o edital foi declarado deserto. Ou seja, ninguém se interessou.
Em dezembro, a prefeitura modificou e republicou o chamamento. Novamente, nenhum patrocinador se interessou. O município conseguiu captar apenas apoiadores. No total, eles vão destinar somente R$ 2,3 milhões ao carnaval, pouco mais de 10% do que o edital previa captar.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), o Sesc em Minas e o Supermercados BH vão aplicar R$ 500 mil cada. A Caixa Econômica Federal vai investir R$ 800 mil.
O governo de Minas também participou do financiamento do carnaval. Foram R$ 13,4 milhões para a estruturação das avenidas sonorizadas e para o projeto Via das Artes, que apresenta atrações culturais em diferentes pontos da cidade ao longo da festa.
Já a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) destinou R$ 12 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a projetos de todo o estado.
Os recursos municipais são usados para viabilizar a infraestrutura necessária para a festa e pagar auxílio financeiro para quem faz o carnaval. Blocos caricatos, escolas de samba e blocos de rua recebem parcelas desse montante.
Como a verba pública não chega para todos, os blocos buscam fontes próprias de financiamento para desfilar. Alguns conseguem apoio e patrocínio privados, enquanto outros têm projetos aprovados via lei de incentivo à cultura.
Nos últimos anos, o Carnaval de Belo Horizonte passou a atrair artistas conhecidos nacionalmente. No entanto, essa presença dificulta a captação de verba para os blocos de rua, que muitas vezes lutam contra a escassez de apoio público e privado.




