O ministro Alexandre de Moraes acabara de chegar em Paris quando soube, pelas redes sociais do filho, que as barreiras de contenção da Esplanada dos Ministérios tinham sido ultrapassadas pelos manifestantes em direção à Praça dos Três Poderes. A tensão aumentava nos bastidores do STF, conforme se aproximava o julgamento histórico de Bolsonaro. A possibilidade de prisão do ex-presidente por conspiração contra a democracia levava a debates fervorosos entre os ministros, aumentando a pressão sobre a corte.
“Todos sabiam que a decisão não seria fácil, mas era imprescindível manter a imparcialidade e a justiça”, comentou um dos assessores do STF sob condição de anonimato. Nos corredores do Supremo Tribunal Federal, boatos e especulações se espalhavam, criando um clima de expectativa e ansiedade. A segurança no entorno do prédio foi reforçada, temendo possíveis confrontos entre apoiadores e opositores de Bolsonaro durante os protestos anunciados para o dia do julgamento.
Enquanto isso, a equipe jurídica do ex-presidente trabalhava arduamente nos últimos detalhes da defesa, buscando brechas e argumentos para evitar a condenação. A pressão midiática e política se intensificava, com grupos de apoio e críticos se manifestando em discursos inflamados. A democracia brasileira enfrentava uma de suas maiores provas de resistência, com a expectativa de que a decisão do STF moldaria o futuro do país.
“A democracia nunca esteve tão ameaçada como agora”, desabafou um dos ministros em conversa reservada. Os debates internos no tribunal refletiam a gravidade do momento e a responsabilidade de cada voto. A tensão nos bastidores crescia à medida que o dia do julgamento se aproximava, com a incerteza pairando sobre os rumos que o Brasil tomaria com a decisão final do STF.
A sociedade acompanhava apreensiva os desdobramentos, ciente da importância histórica daquele momento. O julgamento de Bolsonaro no STF prometia ser um divisor de águas na política brasileira, com repercussões que ecoariam por anos. As próximas semanas seriam cruciais para a democracia do país, com o Judiciário desempenhando um papel central na defesa das instituições e da Constituição.